Review sobre os Hostels

Caros,

Depois de muitas cobranças arranjei um tempinho para escrever um review sobre os hostels que ficamos hospedados. Primeiramente vale ressaltar que utilizamos o site do hostelworld para fazer praticamente todas as reservas e deu muito certo. Uma tática boa para evitar pagar a porcentagem do hostelworld é: descobrir qual hostel é bom utilizando este site e depois achar o site oficial do hostel para fazer a reserva, assim você diminui um intermediário.

Seguindo a ordem cronológica do nosso roteiro começo pelo nosso hostel em Madrid: o Mad Hostel próximo de uma das áreas mais animadas de Madrid. É um hostel muito limpo organizado, bem próximo a estação de metro e a parte do Bar apesar de fechar muito cedo é bem frequentada pelos hospedes. Recomendo!

Em Barcelona ficamos no Backpackers House BCN, é um prédio bem velho e o staff é um pouco desorganizado. Não possui um bar onde poderíamos conhecer outras pessoas e por tudo isso não recomendo.

Em Ibiza ficamos instalados no OK Hotel Beach localizado na Playa Den Bossa, a praia mais selecionada de Ibiza. Os quartos parecem flat com cozinha, sala e varanda. O hotel é muito bem frequentado. Recomendo!

Londres ficamos no Generator London, este hostel foi muito bem avaliado no hostelworld, que foi nossa principal fonte de pesquisa, bem localizado e tem um bar interessante, além disso é limpo e com quartos espaçosos. Recomendo!

Na bela Paris ficamos alojados no Le Village, este hostel é localizado no Bairro Montmartre, a região mais boemia da cidade. Também é muito próximo da Estação Du Nord de onde chegamos pelo Eurostar e de onde partimos para Amsterdã. Staff muito bom apesar de não ter um bar para conhecer pessoas eu recomendo!

Amsterdã, ficamos no Durty Nellys Inn. Ele tem um bar bastante animado e a bebida é barata. Tem um pubcrown que é muito bom. O passeio dá direito a uma dose de vodka na entrada e na saída de cada bar e uma hora de vodka na concentração que fica no bar do hostel, muito bom. Recomendo!

Em Berlin ficamos no St. Christopher’s, em frente a uma estação de metro o que facilitou demais a nossa vida. O hostel é bastante limpo. O bar é muito bom. Recomendo!

Em Praga ficamos no Old Prague Hostel e foi escolhido por ter uma localização estratégica. O hostel fica bem no centro do todos os locais mais turísticos da cidade e muito próximo das principais baladas assim conseguimos fazer todos os passeios “by foot”. Não tem bar, é limpo, recomendo!

E finalmente em Lisboa ficamos Alfama Patio Hostel. Não é bem estruturado apesar de bem frequentado é distante dos transportes públicos. Tivemos que andar bastante e gastamos muito com taxi. Na verdade Lisboa como um todo é ruim em transporte público. Não recomendo!

 

Apesar de não recomendar o Alfama Patio Hostel em Lisboa e o  Backpackers House BCN em Barcelona, em último caso dá para dormir sem problemas por lá, mas pelo mesmo preço você consegue coisa melhor.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Amsterdã: Fábrica de cerveja e rua das prostitutas

Como vocês podem perceber pelo título do post, Amsterdã é um convite à libertinagem. E numa cidade onde os principais atrativos são drogas, sexo e bebedeira desenfreada o principal público não poderia ser outro: Macho! Pensem numa cidade repleta de machos! Em qualquer lugar que você entra a quantidade maciça dessa espécie é facilmente percebida.

Depois de esticar a baladeira em Ibiza e descansar em Londres e Paris, nossa estadia na famosa capital holandesa estava programada para seguir o melhor estilo Charlie Harper: embriaguez e desordem. Na chegada ao nosso muito bem situado albergue, graças à recomendação da nossa amiga Nagyla, enquanto as reservas eram feitas, ficamos no bar da recepção tomando as primeiras cervejas holandesas.

Após nos instalarmos era hora de conhecer a bela Amsterdã. E que cidade interessante. Bicicletas de todos os tipos e tamanhos rodam pela cidade. E não é coisa de jovem ou de praticantes da geração saúde não! Pessoas de todos os estilos, idades e sexos cortam a cidade de bike. À primeira vista o trânsito é caótico. Na segunda vista ele piora e você se julga um eqüino por não conseguir decifrar o sistema de trânsito deles. A começar pelas avenidas de paralelepípedos que não diferenciam calçada de pista. Você simplesmente não sabe se está na calçada ou no meio da rua. Na mesma rua, andam os trens, as bicicletas e os carros. Não entendo como é que não morre pelo menos um bêbado por dia atropelado ali. E não pensem que essas conclusões foram tiradas enquanto estávamos drogados, bêbados ou com ressaca. Se bem que… É, pode ter sido isso também.

Na primeira noite em Amsterdã fomos para o nosso primeiro e único PUB CRAWL da viagem, acompanhados do décimo elemento da trip, o Zé Narciso. Catarinense gente fina que conhecemos em Londres e viajava só. Como o cidadão preenchia todos os requisitos alcoólicos necessários para compor a trupe, foi rapidamente aceito pela galera! Para os leigos, PUB CRAWL é um rodízio de bares pela cidade que só tem um propósito. Embriagar seus participantes. E em termos de bebedeira, nós que tínhamos dado aula dessa matéria em Ibiza, passamos longe de ter uma atuação de destaque perto de outro bando de desordeiros: os ingleses!

Pensem nuns Hooligans! E se para nós, viajar num grupo de 9 machos foi um feito inacreditável, para eles isso é supernormal. Grupos com 9, com 20 e até com mais de 30 ingleses eram facilmente percebidos pelas ruas da cidade. Um traço da personalidade deles é muito fácil de identificar. Os filhos da mãe estão sempre bêbados e cantando. Só param de cantar quando estão vomitando nas calçadas ou então quando estão queixando todas as mulheres e similares que encontram na noite.

No pub crawl a coisa era simples. A gente pagava 15 euros e seguia o nosso guia, a pé, entrando e saindo de diversos bares pela cidade. Cada membro ganhava um becker de plástico. É muito importante que eu esclareça para os nossos leitores que becker é aquele vidrinho usado nas aulas de ciência da quarta série, e não um beque de maconha. Mas como já disse, ele era de plástico. Na entrada de cada bar, a gente tinha direito a um becker daquele cheio até a boca de uma vodca muito boa da qual o nome não consigo me lembrar e o sabor não consigo esquecer.

Pra nossa gentil surpresa o bar de partida era o do nosso albergue, então, lá mesmo começamos o processo de embriaguez juntamente com um grupo de aproximadamente 20 ingleses e mais umas figuras muito esquisitas que não conseguíamos distinguir de qual país, ou até mesmo de qual planeta elas haviam saído. O evento começava às 22h00. Como nos aprontamos antes desse horário ficamos no bar bebendo uns chopps de meio litro com o nosso amigo irlandês Kim que trabalhava no bar. Depois de quase embriagados, começou a brincadeira. Uma mulher semelhante às tequileiras, a qual batizei de vodqueira, começou a encher os beckers de todo mundo no bar. E como era o primeiro bar, não tinha limite. Você podia tomar quantos shots quisesse. Como o nosso grupo era de 9, todas as vezes que ela passava por nós, acidentalmente e inexplicavelmente, uma garrafa daquela vodca preta desaparecia.

E não estou falando de uma garrafa não. A galera esticou a baladeira! Foram, até onde consegui contar, 3 garrafas de vodca só para nós. Aí, quando a vodqueira chegava no bando dos ingleses aí que a coisa degringolava. Finalmente estávamos satisfeitos! Tínhamos encontrado adversários à altura. Se em Ibiza fizemos bonito pelo Brasil e demos de lavada nos espanhóis, na Holanda a parada seria diferente. Fim de papo no primeiro bar e vamos para o segundo.

O segundo bar ficava na Red Light District, o famoso bairro onde as garotas de programa ficam em quartos com janelas grandes, semelhantes às vitrines de lojas, trajando lingerie sexy e fazendo posições eróticas. Tinha mulher de quatro, em posição de frango assado, com cara de boazinha da novela das 7, com a aparência da Paris Hilton, posição de 15 pras 3 … de todos os tipos mesmo!

Não que eu entenda dessa categoria, mas, de acordo com depoimentos que coletamos de pessoas experientes no assunto, o nível das mulheres era alto. Mulheres muito bonitas e muito bem organizadas corporalmente (gostaram da sutileza pra não chamar as mulheres de gostosa e a Ju não brigar comigo?). Todo aquele clima de novidade nos deixou em êxtase, levando nosso fôlego e parte da bebida que já tínhamos tomado. Vamos pro bar que ta na hora de continuar a beber soldados!

No primeiro bar cada soldado já tinha ingerido, pelo menos, 11 shots de vodca, fiscalizado por mim e pelo tenente-coronel Helano Camelo. Contabilizando isso às cervejas que já tínhamos tomado no início da noite, já fomos para o segundo bar chamando “urubu” de “meu loro”. E estávamos felizes, pois tínhamos ensinado uma lição para aqueles ingleses. “É assim que se bebe”, bradavam os combatentes brasileiros. Ao final do primeiro bar, Brasil 1, Inglaterra 0.

Percebemos que a competição com aqueles nojentos não ia ser fácil quando, na entrada do segundo bar, no momento em que passávamos pela porta, um deles saía com a cara verde pedindo licença educadamente para, segundo depois, vomitar no rio que cortava a rua. Na porta do bar, um dos organizadores do PUB CRAWL se encarregava de completar os beckers com mais daquela vodca. Só que do segundo bar em diante, a brincadeira com a vodca era mais light. Somente uma dose por pessoa. Mas, para nosso conforto, quem estivesse com a pulseira do evento tinha direito a comprar uma caneca de chopp e ganhava um shot de tequila free. Eu ouvi TEQUILA? Ihhuuuu !! Simbora brasileirada!

Caímos como loucos na beira do balcão pra comprar cerveja e ganhar tequila! E foram várias doses. Os hooligans ainda estavam na competição e também não titubearam. Amotinaram-se num canto do bar e começaram a beber bastante e dar suaves tapas na mesa, com a delicadeza de um búfalo numa loja de cristais.

Lá pelas tantas, pegávamos os copos de tequila, jogávamos dentro da caneca de chopp e virávamos tudo junto, num coquetel molotov que, provavelmente, nos livrou de todos os vermes e lombrigas que ainda carregávamos da infância. E quando se tem um baiano bêbado na parada, o fim não pode ser outro. Todo mundo dançando axé. Eu e o soldado Marcusão, pegamos sua blusa de frio e esticamos de um lado a outro e começou a brincadeira: “Passa negão, passa loirinha, quero ver você passar por debaixo da cordinha”.

A galera do bar inteiro começou a passar por debaixo da nossa cordinha. Incluindo os ingleses fanfarrões. Foi muito legal ver o desempenho de alguns que, já bêbados, tentavam passar e caíam de costas no chão. Todo mundo fazia “Ohhh shit” e a gente “Hahaha”. Nesse processo de interação Brasil x Inglaterra, o soldado Márcio Camelo se aproximou de uma inglesa muito bem afeiçoada e começou um diálogo. Sem entender nada do que a mulher dizia, ele me chamou para ajudá-lo na tradução. “Lamec, macho, essa doida ta me dizendo alguma coisa sobre o Brasil que eu não tou entendendo”. Beleza! Apresentei-me como tradutor do soldado e pedi pra ela repetir a frase.

Acontece que, quando ela se aproximou, meio que abraçada com o Marcinho Guerreiro, uma leve lembrança do metrô da França veio à minha mente. Uma catinga de fazer inveja a uma fábrica de látex me atacou deixando minha visão turva. Olhei pro Márcio e falei: “Porra você tá com uma suvaqueira retada!”. E ele com um sorriso sem jeito mandou: “Cara, num sou eu não”. Aproximei um pouco mais minhas ventas daquela porquinha para verificar se era verdade a minha suspeita. E o soldado Márcio estava certo. Nossinhora! Dizem que na Holanda, tudo da vaca se aproveita, até a merda. Com certeza aquela inglesa ouviu essa frase e tentou usar esse insumo exótico bovino como desodorante anti-transpirante.

Depois do impacto inicial, descobrimos que essa doida era da seleção inglesa de Karatê e que, provavelmente, viria participar das Olimpíadas no Brasil! Quando ela falou que fazia Karatê, logo de cara descobrimos qual era sua principal arma nas competições: Chave de suvaco! Márcio levou o fora e voltamos para o foco da noite. Beber mais que os ingleses. Ao final deste bar, Brasil 2, Inglaterra 0.

Vamos para o terceiro bar. Mesmo procedimento, na entrada um shot pra cada um. A essa altura do campeonato, alguns soldados não agüentavam mais os shots e nos cediam seus beckers. Fazíamos esse sacrifício pela tropa e tomávamos as doses deles. Neste bar, a cada cerveja comprada, você ganhava outra. Então, empurramos o pau a tomar cerveja. A noite ia animada até que os ingleses aprontaram as deles. Fizeram uma roda de break dance e começaram umas dancinhas esquisitas que terminaram com todos eles dançando em cima do balcão do bar, numa daquelas cenas antológicas de filmes country onde todo mundo do bar sobe no balcão, colocam os braços nos ombros dos vizinhos e ficam dando aquelas pernadas no ar, cantando em voz alta. Parecia um musical! Pela boa estratégia, score para os ingleses: Brasil 2, Inglaterra 1.

No quarto bar, não tenho a menor idéia de como funcionava o sistema de bebidas. Só sei que tomamos a dose na entrada e fomos para o bar beber mais. A certa altura do campeonato, o soldado Márcio desapareceu. Todos começaram a comemorar achando que o nosso solteirão tinha se dado bem e que tínhamos marcado mais um score nos ingleses. Pobre engano! Encontramos ele no balcão do bar com 8 cervejas long neck, enfileiradas em sua frente. As famosas Coronitas, com uma fatia de limão enfiada na boca da garrafa. Perguntamos: “Que porra é essa Márcio?”. E ele: “Posso não? Beber não? Agora pronto…”. Cada um deu um bafa nas garrafas e aí começou um sistema de rodízio que provavelmente deu errado. Eu pago duas ele paga uma você paga outra, Márcio já pagou e fica tudo igual. Só Deus sabe quem pagou mais ou menos naquela noite. Os ingleses, pra variar, cantavam e bebiam no fundo do bar. Mais um ponto para os nojentos, Inglaterra 2, Brasil 2.

Nesse bar, uma cantada do Robão chamou a atenção. Ele colou numa mulher que se dizia espanhola e começou o papo:

Robão: Hi, how are you?

Espanhola: Hi, I’m from Spain!

Robão: Where are you from?

Espanhola: My name is Jessica.

Robão: No! What is your name?

Espanhola: Im fine.

O mais legal foi ver a cara dele achando que tinha aprendido inglês errado no colégio. Se nossa trupe era analfa de pai e beta de mãe, no idioma inglês, essa menina espanhola conseguia ser pior!

Melhor ainda foi a atuação de outro mochileiro, que não quer ser identificado. Quando uma mulher se aproximou dele para dançar. “Hi, do you speak english?”. E ele: “Não”. Ela deu uma virada de cabeça pra ele e disse um “Ahhh” e saiu numa dança semelhante à marchinha de carnaval. Como nossos solteiros eram mais ativos do que os deles, ponto para nós. Brasil 3, Inglaterra 2.

Por fim, fomos para o último bar. Desse eu não me lembro nem da porta. Só sei que ele era uma espécie de bar-boate e a música rolava alto. E o combo era ganhar tequila novamente, após comprar uma cerveja. Aí foi perda total para o esquadrão. Voltamos para casa, abraçados, uns carregando os outros, cantando “sou praieiro, sou guerreiro ô ô…”pela fria madrugada Holandesa. E qual não foi a nossa surpresa, ao encontrar os ingleses bebendo no meio da rua, entrando nas cabines das prostituas. É… realmente não deu pra competir, o jeito era aceitar o empate. Fim de jogo e Inglaterra 3, Brasil 3.

Chegamos aos nossos quartos e apagamos. No final das contas não sei se ganhamos ou perdemos dos Ingleses, mas sei que eles foram adversários à altura e merecem condecoração.

No dia seguinte acordamos com aquela ressaca e fomos tomar um belo café da manhã no bar do nosso albergue, por volta das 16h. Conhecemos o famoso Irish breakfast, um verdadeiro ode à gordura trans. Em seguida, fomos direto visitar a fábrica da Heineken e ver se o dinheiro de milhares de cervejeiros ao redor do globo estava sendo bem investido. E estava! Uma estrutura muito legal, com vídeos, painéis, todo o processo produtivo exposto. Tomamos até suco de cevada, em homenagem ao eterno Mussum, ou, como ele dizia, Suco de Cevadis. No final da visita, tínhamos direito a 2 chopps. Vocês acham que alguém conseguia beber ainda? Claro que conseguíamos! Que pergunta!

Finalizamos a bebedeira e encontramos nada mais, nada menos do que 190 brasileiros. Isso mesmo! 190 marinheiros que tinha ancorado na Holanda e estavam de passagem. Galera gente fina. Uma verdadeira concorrência desleal para os solteiros da nossa trip. Os caras eram cariocas cheios de marra, altos, sarados, bombados … ui … loucura !

Tiramos fotos com a bandeira do Brasil e tomamos outras cervejas enquanto conversávamos com os bombadões. Neste dia, havíamos descoberto que a parada gay de Amsterdã seria realizada exatamente 1 dia após a nossa partida. Fiz uma daquelas minhas clássicas piadas sem graça para um deles: “Ah sei, um bando de marmanjo bombadão em Amsterdã na época da parada gay né?”. Tomei uma encarada duns 8 elementos que só não mijei nas calças porque estava de pernas cruzadas. Na saída eu e Márcio compramos os famosos relógios da Heineken que marcavam a hora de beber, ou seja: toda hora!

Nos dias seguintes conhecemos outros pontos na cidade, e reencontramos nossos amigos brazucas da cervejada de Anves, Vini, Ma, Fê e Bagé. Conhecemos ainda o Jean, francês gente fina namorado da Má. Obviamente que continuamos a bebedeira começada na Bélgica. Galera gente fina mesmo! Conhecemos outros pontos da cidade como o famoso letreiro “ I Amsterdã”, e fomos aos famosos coffee shops, onde o consumo de drogas é liberado. Quem queria comer o brownie de maconha comeu, quem queria fumar fumou, quem queria dar o chicote a gente não deixou. O mais legal foi o efeito. Teve nego que ficou mudo, outro ria de tudo, e teve um que ficou paralisado a noite toda, parecendo um fóssil. Nada de farra nessa noite.

No dia seguinte mais passeios e mais fotos. Só restava agora, arrumar as coisas e partir para a próxima cidade: Berlim!

Que venha a capital mundial da cerveja!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 4 Comentários

Paris, a bela

A famosa capital francesa foi tomada de assalto pelos soldados deste regimento e, logo na chegada, demonstramos nossa superioridade ao povo Napoleônico: pegamos um táxi para o albergue situado a 4 quarteirões da estação pela qual chegamos e fomos, de cara, enrolados. Um francês muito honesto, de boa família, pessoa idônea e muito, mas muito filho da puta mesmo nos largou longe feito a porra do albergue e ainda cobrou caro pela corrida. Só descobrimos isso no dia seguinte, depois de andar várias vezes pela cidade e entender o nosso percurso. A prova disso é que no dia de ir embora da França, fomos andando do albergue para a estação, e não levamos mais do que 15 minutos. Já pensou?!

Depois de sermos enrolados por esse bondoso taxista, chegamos ao nosso albergue que, para nossa felicidade, era comandado por uma trupe de brasileiros. Galera gente fina e que nos deu boas dicas. Como estávamos exaustos da viagem, eu e o soldado Icety não vacilamos. Caímos em sono profundo enquanto que os outros soldados, querendo dar mostras de sua resistência física, decidiram pegar o Bus Tour. Não deu outra. O bus tour virou sleep tour novamente. E dessa vez foi pra valer. Com direito a belas cochiladas em frente a famosos monumentos e frases e mais frases de lamúrias e arrependimento entoavam esse fascinante momento.

Enquanto isso, na sala de justiça, eu e o soldado Icety acordávamos revigorados e prontos para a guerra, por volta das 17h. Descemos então para uma simpática mercearia turca localizada bem próxima ao nosso albergue. E qual não foi a boa surpresa quando nos deparamos com a excelente cerveja-tequila conhecida por Desperados (aquela mesma da festa do barco de Ibiza). Só que dessa vez, a brincadeira era mais séria. A long neck aqui era de 1 litro. Compramos 6 garrafas e voltamos para o albergue. Arrumamos-nos e fomos para a famosa Avenida Champs-Élysées (não se preocupe, eu também não sei escrever isso, tive que olhar no Google).

Foi o nosso dia de bancar uma de perua rica. A avenida é realmente espetacular. Lojas de grife, marcas caras, joalherias e alguns bistrôs muito simpáticos criavam um clima bastante perigoso para um bando de machos andando em conjunto. Para quem não sabe o que é um bistrô, é a mesma coisa que um restaurante, só que sua principal característica é a de usar pratos bem largos, de modo que a comida ocupa somente 10% do seu espaço e o preço é maior do que o prato.

Dizem que Paris é charmosa e isso é, de fato, uma verdade inegável. Seria mais, não fosse pelo perceptível odor que exala dos franceses. O soldado Márcio Camelo, fez uma colocação muito feliz, embora em forma de piada pobre, quando disse que a música que a Ivete fez para os franceses foi aquela: “quando você passa, eu sinto o seu cheiro…”. E não é brincadeira não! Estávamos a caminhar em um belo dia ensolarado, quando tivemos a infeliz idéia de pegar o metrô. Assim que entramos no vagão fomos acometidos por uma corrente de ar que queimava as nossas narinas e faziam arder nossos pulmões, criando um cenário semelhante aos ataques com gás mostarda aos quais sobrevivemos na Primeira Guerra Mundial.

Pense numa catinga de enxofre misturado com expurgo de menino novo! E não adiantava colocar a mão, camisa, enfiar os dedos no nariz… Inacreditável. Banheiro de rodoviária era fragrância do Boticário perto daquilo ali. Podemos dizer que o metrô de Paris era quase uma câmara de gás do Holocausto.

Conhecemos também o famoso Arco do Triunfo, onde desemboca a Avenida Champs-Élysées. Um monumento grandioso e muito bonito feito em homenagem às conquistas de Napoleão. Muito legal.

Quando a noite ameaçou chegar, por volta das 22 horas, voltamos para o albergue para terminar as cervejas, que foram dizimadas tendo em vista a ausência de água no quarto. Começava então mais uma noite de insucesso para esse bando de mochileiros. Recebemos a dica de irmos para um barzinho muito legal chamado de O’ Sullivan, próximo ao famoso cabaré do Moulin Rouge. Ao chegar neste famigerado bar, nos deparamos com uma fila enorme para entrar, o que nos fez prontamente mudar a estratégia.

Fomos informados de que havia uma boate muito legal próxima dali, chamada de The Oceanic. A idéia era simples, pegar um táxi e ir para lá, certo? Certo! Atravessamos a rua e fomos para um local onde passavam diversos táxis. Estendemos o braço para o primeiro: “Hello, speak english?”. A nossa resposta foi uma acelerada brusca e uma torcida de nariz. Ficamos no vácuo, para não dizer na merda, já que falar merda é feio. Próximo táxi… e o mesmo ritual se repetiu. Ficamos aproximadamente meia hora tomando fora de taxista. Alguns ainda resmungavam em francês gesticulando com as mãos.

Para não estragar o clima da noite, começamos então a brincar de tomar fora utilizando a também famosa cortesia e educação brasileira. Estendíamos o braço para o taxista e quando eles paravam nós dizíamos: “Boa noite francês fedorento, já tomou banho hoje?”. Eles faziam uma cara de quem não entendia nada e nós perguntávamos em inglês se eles podiam nos levar naquela boate. Sempre arrancavam e nos abandonavam.

Mudamos então a tática. Vamos estender o braço, quando ele parar a gente invade o táxi e deixa o cara começar a rodar, só depois dizemos o endereço. Estratégia perfeita! Conseguimos depois de meia hora pegar um táxi para a boate. Chegamos lá, pegamos meia hora de fila e fomos barrados. “Já tem muito homem na boate, só entra acompanhado”. E voltamos para o meio da rua para fazer o quê? Pegar outro táxi de volta para o albergue. Aí a brincadeira recomeçou. Depois de quarenta minutos xingando os taxistas com todos os verbetes conhecidos pelo nosso dicionário de rua do subúrbio cearense (Seu féla, magote de corno, baitola, caneco, balde…) conseguimos um táxi para o albergue e fomos dormir.

Na manhã seguinte os soldados que tinham ido para o Sleep Tour no dia anterior foram, desta vez revigorados para o bus tour. Pudemos rodear a bela Paris e conhecer suas entranhas. Como disse um cidadão que foi questionado a elogiar a cidade em inglês “Mui bela, mui bela, mas bela”. A Torre Eiffel é espetacular. Muito bonita mesmo! Ouvimos a história da sua construção a rodeamos diversas vezes, sentamos num gramado próximo a ela e ficamos ali, jogando conversa fora, outros dormindo, e alguns simplesmente contemplando sua grandiosidade. Subir nela? Nem a pau! A fila estava muito grande e a paciência com o povo francês estava muito curta.

Convenci os soldados Marcus, JP e Icety a me acompanharem rumo ao famoso Palácio de Versalhes. Marcus e Icety toparam na hora, mas JP relutou um pouco. Murro na costela, imobilização e estrangulamento o auxiliaram a tomar a correta escolha. Não estava no nosso roteiro conhecer o Palácio, mas pelas fotos que eu já tinha visto de alguns amigos eu estava disposto a ir conhecê-lo mesmo que fosse sozinho. Posteriormente eu seria louvado por tê-los carregado para lá.

O Palácio de Versalhes foi a coisa mais linda que vimos na viagem inteira, consenso geral. Uma verdadeira grandiosidade em arquitetura, jardins inacreditáveis em forma de labirinto e uma paisagem indescritível em proporções exponenciais. Imenso. E esse cenário romântico afetou o regimento de forma bastante preocupante. A baitolagem começou a se manifestar na forma de expressões: Um soldado disse “Deslumbrante”, o outro “Lindo” e o mais baitola de todos, Icety completou com um “Muito rico”. Eu comecei a andar com uma mão atrás e outra também, que eu num sou besta.

Piadas sem graça à parte o lugar é realmente inacreditável. Os jardins não têm fim, e pela primeira vez pudemos compreender aquelas professoras de história da sexta série que diziam que para o povo francês, os reis eram verdadeiros deuses na Terra. Pela grandiosidade e pelo luxo daquele lugar, essa crença deveria ser verdadeira mesmo.

Voltamos para a câmara odorífica (leia-se metrô) e partimos para o albergue. Na volta mais uma proeza do pelotão. Os soldados JP e Marcusão decidiram fugir um pouco do nosso cardápio mochileiro e comer um churrasco francês: “Porra cara, tou desejando uma carne assada”.  Eu e o japonês Icety partimos para comer um sandubão e os dois sentaram-se em um barzinho próximo ao albergue e pediram um tal de “steak tartare”. Os dois eqüinos não sabiam que tartare significa cru. Lá se foram bem 20 euros de cada e caras horríveis de arrependimento. Sem contar na tentativa frustrada dos dois de explicar pro garçom que a comida estava horrível.

Fomos pro albergue dormir e no dia seguinte partimos para Amsterdã. No trem conhecemos uma brasileirada gente fina, que atendia pelo codinome de Bagé, Fê, Má e Vini! Estavam indo para o mesmo rumo que o nosso. Conversamos bastante e quando o nosso trem parou na cidade de Antuérpia, na belíssima Bélgica, fizemos aquilo que todo brasileiro mochileiro faz quando se reúne. Cerveja! Tínhamos somente meia hora de intervalo entre um trem e outro, por isso tivemos que nos contentar em tomar somente 4 cervejas cada um e partimos para Amsterdã.

E Paris foi isso!

Como se comportarão os mochileiros desta estonteante e inacabável trip na cidade tomada por drogas, ruas com prostituição liberada e muita bebida? Não percam cenas dos próximos capítulos!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 3 Comentários

Fotos e Retratos

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Londres: O Big Ben, o London Eye e a Ressaca

A chegada em Londres foi tensa, muito embora o vôo de 2 horas e 30 minutos de Ibiza para Londres tenha dado para aliviar a tensão da galera, que depois de um certo tempo caiu em sono profundo. Precisávamos estar inteiros para enfrentar a tão falada imigração Londrina.

Os relatos de outros mochileiros brasileiros encontrados pelo caminho eram unânimes: muitas perguntas, conferência de documentos rígida e uma simpatia de fazer inveja aos argentinos. Mas este regimento não temia a imigração inglesa. Na verdade, estávamos torcendo para não sermos aceitos e sermos mandados de volta para a terra do cão, digo, para Ibiza!

O nosso vôo chegou por volta das 3h30 da manhã o que nos ajudou muito. Como demoramos um pouco para preencher um formulário solicitado pela imigração, acabamos sendo os últimos a passar pela polícia de imigração. E foi extremamente simples. Perguntas básicas, conferência simples de passaporte e tchau! Tudo correu completamente como planejado pelos agentes de inteligência militar deste pelotão.

Sem sombra de dúvidas uma coisa que nos confere bastante segurança nesta trip é o completo domínio do idioma inglês de alguns soldados, em especial dos soldados JP Sobreira e George Camelo. Eu tinha acabado de receber a carimbada no passaporte, e quando tinha passado pelo agente de imigração fiquei assistindo a cena. Primeiro veio o soldado JP Sobreira. O agente perguntou:

Agente: Where do you come from? (Da onde você veio?)

Ele respondeu morto de feliz, querendo forçar simpatia, abrindo os braços e um sorriso imenso: “Brasil”

O que ele não sabia, é que o agente queria saber de qual cidade o nosso vôo tinha chegado, ou seja, de Ibiza. Como o seu vasto conhecimento de inglês lhe dizia que toda pergunta que continha a palavra “from” deveria ser respondida com “Brasil”, ele não titubeou. O agente perguntou de novo: “No. I wanna know where do you come from!” (Não. Eu quero saber de onde você veio!) E JP, em português e com a habitual cara de simpático: “Ah sim, é Brasil mermo”.

É amigo, até paciência de inglês tem limite. O cara carimbou o passaporte e ele saiu comemorando seu domínio sobre a língua inglesa. “Rapaz, eu me garanto”.

Logo em seguida, e com uma habilidade lingüística similar, apareceu o soldado George Camelo, que ao chegar ao guichê foi indagado:

Agente: “Where are you from?” (Da onde você é?)

George: “Turismo, passeio.”

É amigos… mais uma vez o agente de imigração nada pode fazer senão carimbar o passaporte e liberar mais um soldado. Dava pra ver o sentimento de impotência dos pobres funcionários do aeroporto estampado em seus semblantes. Eles se entreolhavam, davam uma risada de canto de boca, uma leve balançada na cabeça e nada mais podiam fazer.

O fato é que os primeiros soldados que passaram pela imigração avisaram que éramos um grupo de nove brasileiros com documentação em dia e reservas de albergues e passagens já feitas, mas com pouco conhecimento da língua inglesa, o que eu suspeito que eles puderam averiguar. Por conta disso, as perguntas e conferência de documentos foram bastante simples.

Adentramos assim, em grande estilo, na capital inglesa. Primeiro teste físico: O ônibus que partia do aeroporto e dava acesso ao nosso albergue, saía somente às 5h da manhã. Como ainda eram 4h00, não restava alternativa: dormir no aeroporto até dar a hora de pegar o bonde. O que foi prontamente atendido pelo regimento, que identificou um ponto seguro, fez uma missão de reconhecimento do terreno e se esticou nas cadeiras do aeroporto de Luton.

Depois dessa 1h recuperadora de sono, acordamos e fomos direto para o ponto de ônibus. Ao deixarmos as dependências do aeroporto, o primeiro inimigo se apresentara: uma rajada de vento tão fria que fez com que todos os soldados recorressem ao uniforme de combate em clima de neve. Pense num frio! Experimentamos a sensação de falar e sair aquela fumacinha da boca.

A chegada no albergue ocorreu por volta das 7h da manhã, e aí, fomos submetidos a mais um teste físico. O nosso check in só poderia ocorrer a partir das 14h. Conversamos com as recepcionistas do albergue e explicamos que tínhamos acabado de chegar do campo de batalha, e que em 48h não havíamos dormido nada! Elas não se sensibilizaram conosco. Então, tivemos que utilizar a estratégia militar de fingimento cadavérico.

Todos 9 combatentes foram para o salão de internet do albergue, nos escoramos nos cantos e apagamos. Não sei se nos fingimos de mortos ou se estávamos, de fato, mortos. Alguns sons emitidos por alguns soldados eliminaram essa dúvida. O fato é que a cena comoveu o pessoal do albergue, que providenciou um quarto para o regimento às 10h. Missão cumprida soldados. Ou seria, missão comprida?

Em menos de 1 minuto, entramos no quarto, tiramos as mochilas, cobrimos as camas, pulamos nos beliches e apagamos completamente. Completamente mesmo. A primeira manifestação de um ser com vida se deu somente às 21 horas: “alguém tem água aí?”. O silêncio foi a pronta resposta. Quando foi mais tarde, por volta das 22 horas, o pelotão já estava recomposto e pronto para a guerra. Ao se levantarem da cama, os soldados perceberam que as batalhas anteriores haviam deixado marcas: os pés latejavam de dor, e o único turismo que fizemos nesse dia, foi sair do quarto para o banheiro do albergue.

No dia seguinte, acordamos cedo, por volta das 10h da manhã. Café da manhã reforçado era hora de conhecer Londres. Correto? ERRADO! Era dia de lavar roupa. Isso mesmo! Com 7 dias de combate, a maioria das roupas dos fuzileiros estava imprópria para uso. Então neste dia, os soldados tiveram que enfrentar a terrível fila da lavanderia do albergue, e ainda, o mais terrível desafio de um jeremia-cabra-homi: aprender a lavar roupa.

Compramos sabão em pó, colocamos 2 euros na máquina de lavar pra ela fazer o serviço dela, separamos roupas brancas de coloridas e mandamos ver. 15 minutos depois colocamos na máquina de secar. Nada! As roupas continuaram úmidas. Colocamos de novo. Melhorou, mas não ficaram 100%. Bota de novo pra secar. Nessa brincadeira, foram 2 lavagens e 3 secagens. Beleza, todas as roupas estava cheirosas e secas. Hora de passar, correto? Errado. Hora de vestir a roupa e cair no campo. Dizem por aí que é moda andar com roupa amassada. Se esta prosopopéia for verdadeira, então o nosso pelotão deveria estar no São Paulo Fashion Week. Na verdade, não passamos as roupas porque o ferro do albergue estava queimado. FODA!

Alguns soldados caíram em campo e foram para o famoso Bus Tour o qual apelidamos carinhosamente de Sleep Tour, já que alguns utilizavam esse horário para dormir. A verdade é que como tínhamos perdido um dia útil só descansando precisávamos visitar a maior quantidade de monumentos possíveis numa vez só.  Então esse programa de velhinhos era uma boa opção. Foda era a música que ficava rolando nos fones de ouvido desse bus tour. Eram um convite à soneca. Uma mistura de música clássica com canções de ninar. Um verdadeiro teste de resistência.

Conhecemos a Oxford Street, conhecida pelas famosas lojas que lá existem, e por ser um bom lugar para se comprar, o que descobrimos que não passa de balela. Muito mais caro se comparado à Barcelona ou Madrid. Fomos também ao London Eye, mas não entramos. Conhecemos muito locais bonitos e turísticos básicos como o Big Ben, Parlamento, a Abadia de Westminster e o imponente Palácio de Buckingham. Fizemos também um passeio de barco pelo Tâmisa com um guia muito engraçado com piadas do nível Zorra Total.

Para os amantes da boa música, Londres vivia um momento triste. Amy Winehouse tinha acabado de falecer. Exatamente 2 dias antes da nossa chegada, ela fora encontrada morta em seu apartamento. E esse ocorrido estava estampado nos jornais, revistas, programas de televisão nas rádios e em todo canto. Nos pubs onde andávamos, no albergue, em todo canto mesmo, só tocava ela. E a música escolhida pelos Londrinos para representar esse momento de pesar foi a uma das minhas preferidas: Valerie. Um artista local pouco famoso regravou essa música, numa homenagem muito bem bolada para Amy. Essa faixa acabou por ficar em primeiro lugar no TOP HITs da Europa.

Na visita que fizemos ao famoso bairro de Candem Town, região mais underground da cidade e também seu lugar preferido, muito se pode ver da presença de Amy. No passeio pelo bairro encontramos algumas homenagens a ela como velas e pinturas na parede. Quando paramos para apreciar uma daquelas comidas de rua, passou um cara muito bêbado aos prantos gritando: “Amyyyyy, Amyyyyy”. Muito legal!

À noite voltávamos exaustos para o albergue, que tinha um clima bem legal e um bar consideravelmente barato para se beber. Sentávamos e bebíamos uns 3 ou 4 chopps antes de cair na cama e apagar, ainda exaustos e com sono deficitário. É amigos, Ibiza ainda estava nos nossos coros!

No dia seguinte, alguns foram fazer compras na Oxford Street, outros foram conhecer pontos específicos da cidade e mais uma vez nada de balada. O cansaço causado pelos diversos dias caminhando para cima e para baixo na Espanha fizeram de Londres um local para descansar, o que já era completamente esperado, tendo em vista a sua cidade antecessora.

Partimos então rumo à bela Paris. A cidade Luz tinha um problema sério pela frente: dois dias seriam utilizados pelos 9 combatentes, agora completamente descansados, para desbravar suas entranhas, provar de suas bebidas e verificar se a lenda que classifica os franceses como “enjoados” era verdadeira.

Não percam!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 5 Comentários

Ibiza, la isla mas loca

O sentimento é homogêneo: Ibiza é DO CARALHO! E não poderia ser diferente. Se o principal objetivo deste regimento era encontrar um lugar repleto de bares, festas e eventos similares que nos permitissem encher a cara sempre que necessário esta ilha no Mediterrâneo se encaixou como uma luva na vida destes mochileiros. Saímos de Ibiza com duas certezas: não poderia ter sido melhor e não existe bebida alcoólica nesse mundo que não provamos. De chá de cogumelo de um brasileiro muito doido (acidentalmente) ao famoso e velho absinto PURO, podemos dizer que este pelotão se deparou com o pior dos inimigos do homem, a bebida, em diversas formas… e venceu.

Mas sem sombra de dúvidas, a bebida que vem aquecendo o coração dos mochileiros é a boa e velha TEQUILA. Por dois motivos: primeiro porque ela é objetiva, se você busca animação ela é o atalho que lhe deixa na porta do céu, quando senão, a dois passos do paraíso; segundo porque ela era a mais barata. Beber em Ibiza, definitivamente, só quando se compra a bebida em supermercado. Senão meu amigo, a banca quebra. Em qualquer canto que se vai, a cerveja ou a sangria (muito comum na ilha) saem por algo entre 12 e 15 reais.

Como que para desafiar o impossível, as proezas desse pelotão parecem ter repetido o processo de crescimento das plantas que aprendemos na terceira série: nasceram, cresceram e reproduziram-se. E reproduziram-se mais do que rapariga sem anticoncepcional.

A ilha se mostrou receptiva a este esquadrão logo na sua primeira oportunidade. O soldado George, que estava hospedado em outro albergue devido à sua reserva tardia, acabou conseguindo ficar no mesmo albergue que o resto da gangue, digo, do pelotão, graças às trapalhadas da atendente do nosso albergue, que, ao que tudo indica, concluiu seus estudos através do Telecurso 2000.

Na primeira noite na cidade das festas mais doidas, o primeiro desafio fora lançado: Ir à famosa Pacha num dia em que o acúmulo de horas dormidas não passava de 3 e que a kilometragem de bebida ingerida superava médias históricas. Somente 4 soldados se apresentaram para o serviço, rendendo-lhes, posteriormente, condecoração por bravura e força descomunais.

A boate em si não tem nada demais. A estrutura perde e feio pro famoso Mucuripe (Fortaleza-Ce). E feio MESMO. Parece algo improvisado na entrada, mas vai melhorando à medida que se adentra no club. Mas para por aí. Nada de encher os olhos não. Não que sejamos especialistas em DJs, mas ao que tudo leva a crer é isto que faz dela a maior e mais famosa boate do mundo. Lá se pode entender o verdadeiro sentido da expressão “really action dance floor”.

E para aumentar o glamour da night (que viadagem da porra é essa de glamour e night?) a festa contou com a presença nada especial do fenômeno. Ele mesmo. Ronaldo Nazário de Lima. Obviamente que o sacana ficou no camarote reservado, blindado e espelhado, sem contato nenhum conosco, o que deve ter sido chato para ele, mas a sensação de dividir o ambiente com um dos melhores jogadores que a nossa geração viu jogar já é muito satisfatória (aí dento).

No dia seguinte, acordamos cedo para curtir o dia em Ibiza. Por volta das 14 horas levantamos e demos a primeira respirada que fez com que os bafômetros localizados em um raio de 2 Km disparassem e travassem. Fomos direto para as locadoras de carro alugar dois veículos de guerra para desbravar a Ilha. Alugamos dois NISSAM MICRA, dois simpáticos carros, confortáveis, com direção hidráulica e ar condicionado. Em seguida, era hora de conhecer a famosa Dalt Vila, cidade alta tombada patrimônio histórico pela Unesco em 1989. E que lugar irado. Um forte construído pelos espanhóis para vigiar a costa com uma vista impressionante de Ibiza, ou, como dizem por acolá, Eivissa. Coisa linda de se ver.

Logo depois, descemos direto para tomar café da manhã na praia de Bora Bora. Café da manhã é uma bebida que fazem por lá que leva sangria, cerveja e champagne, muito utilizada para espantar a ressaca (que vai embora de mão dada com seu fígado). A praia é realmente muito louca. A música eletrônica é uma constante em Ibiza. Não existe outro ritmo. Na praia, no supermercado, nos cânticos da Igreja… em todo lugar só se ouve tuntz tuntz tuntz… à certa altura do campeonato, conhecemos um brasileiro muito legal chamado de Renato (ou Paulo, ou André, ou Josinalvo…) que nos ofereceu um drink.

Começava aí a primeira experiência com drogas nessa viagem. Eu e o soldado Márcio provamos da bebida desse cidadão. Mais tarde, através de outro brasileiro, descobrimos que ele era um traficantezinho de pequenas festas na cidade que andava chapado e adorava umas bebidas com chá de cogumelo e outras paradas. Eu e o soldado Márcio Camelo nos entreolhamos e questionamos se o outro tinha sentido algum efeito da bebida do cidadão. Um respondeu que não, com um terceiro olho nascendo na testa, e o outro concordou que nada acontecera, no mesmo momento em que um sétimo dedo emergia de seu pé esquerdo.

Brincadeiras a parte, ambos não sentiram nada, porque não consumiram nada. Eu afirmei que não tinha bebido o drink, pois ao sentir o cheiro do copo do cidadão, me liguei logo que tinha explosivo dissolvido naquela parada, e que ele era um espião formado pela Rússia enviado para boicotar nossa missão. Fingi-me de solícito e aceitei sua oferenda, entretanto, não engoli sequer uma gota. Já o soldado Márcio, fez jus ao seu treinamento de cabo armeiro recebido no Qwait e percebeu logo de cara que o maluco tava ligado em 220V, e só fez cheirar a bebida. Escapamos ilesos e sem lombra.

À noite era hora de ir para a famosa… a esperada… a mais falada festa da nossa trip: a Festa da Espuma, na Amnesia! Antes de chegarmos no ápice deste evento que foi sem dúvida o mais louco de toda a trip (até agora, haja vista Amsterdã estar por vir), alguns eventos merecem destaque devido às atividades desenvolvidas pelos soldados desta intrigante comédia da vida na privada.

Convocamos o soldado Marcusão, para preparar o rango do regimento. Passamos em um supermercado e compramos macarrão, camarão molho de alguma coisa lá e os outros ingredientes necessários para que ele alimentasse a tropa, ou seja, uísque e cerveja. No preparo da refeição, o mesmo pediu auxílio ao soldado Robson (aquele mesmo do sapato costurado e do pão com pudim de cajá), solicitando-lhe que cozinhasse os ovos para adiantar o processo.

Eis a surpresa do nosso soldado-culinário que, ao chegar na cozinha de um dos aptos, deu de cara com o soldado Robão quebrando o terceiro ovo para colocar na água. Segue o diálogo:

M: Que porra é essa Robão?

R: Tou cozinhando os ovos. Não era a caixa toda não?

M: Seu jumento, não se quebra o ovo para cozinhar não porra!

R: Vixe cara, é mesmo né? (disse quebrando o quarto ovo).

A vontade do pelotão era de cozinhar os ovos dele, pra ver se deixava de ser voador. Mas seguimos em frente com a sagrada refeição pré-batalha, regada à cerveja e uísque.

Outro fato curioso ocorreu naquela noite, e que rende piadas até hoje! Antes de sair para a Festa da Espuma, paramos na entrada do Albergue para fazer a divisão dos valores pagos pelo aluguel dos carros. Enquanto estávamos na porta do hotel passando dinheiro para um lado e para o outro, a presença de nove guerrilheiros trocando dinheiro para todos os lados chamou a atenção de um dos seguranças que abordou o nosso soldado Marcus, só porque ele tem cara de paquistanês (lembram daqueles cidadãos que vendiam de tudo em Barcelona? Pois é!).

Perguntou se ele estava no albergue vendendo haxixe (uma droga muito doida aí). Pra quê! Demos uma gargalhada daquelas enquanto ele se explicava para um delicado segurança de quase 3 metros de altura por 2 de largura. No fim das contas ele disse que era brasileiro e tudo ficou bem. O curioso é que toda vez que esse segurança passava pela gente, dava dois tapinhas nas costas do Marcusão e dizia: “Brasileño né? Tsc tsc …” e dava duas piscadelas.

A Festa da Espuma foi a coisa mais louca que todos nós já vimos. Até mesmo para o solteiro profissional, soldado Márcio Camelo, que já desbravou o Brasilzão de meu Deus à busca de festas e baladas. Chegamos na boate por volta das 2h00 da manhã, horário normal para se chegar nas baladas de lá. A espuma começava a ser jorrada às 05h00 da manhã, então, até lá, tome tequila no rabo da galera! A estrutura da Amnésia é espetacular! Dois ambientes muito amplos, bem iluminados e com equipamento de som de primeira. Labaredas de fogo, painéis luminosos, plataformas que subiam e desciam, além de uns malucos bombados e umas gatas de lingerie dançando sobre as plataformas. Realmente espetacular.

Pouco antes da espuma, uma coisa inesperada aconteceu (todo post tem essa palavra). Uma plataforma surgiu no meio do salão da espuma, e um cara com 3 modelos bem afeiçoadas apareceram sobre ela. De repente, o cara começou a tirar a roupa das modelos e começou uma atividade que arrancou dos mochileiros a seguinte expressão: “Que putaria é essa ?”. Parece que o cara tava ouvindo aquela música dos Raimundos – Me Lambe. Um verdadeiro espetáculo de lambidas nessas três mulheres em todos os cantos possíveis e inimagináveis. Esculhambação tamanha que se fosse no Brasil era cadeia, porrada, processo e tudo mais… Mas como estamos falando de Ibiza, parece que tudo é válido!

Quando chegou a hora da espuma, aí que a coisa ficou divertida. Pensem assim: cada ambiente da boate comporta aproximadamente 400 pessoas, entretanto, a espuma é só em um ambiente, ou seja, parece agência do INSS em dia de pagamento de aposentado. LOTADO! Todos os matutos correram para o meio do salão em busca de provar um pouco da sensação de estar em um salão com música eletrônica em alto volume e muita gente dançando no agito. Ao som de Pa-Pa-Panamericano os 4 canhões localizados no andar de cima do salão começaram a cuspir espuma na galera.

A espuma começou a cobrir todo mundo. Todo mundo MESMO. Aquela porra entrava no short, na camisa, na orelha, no nariz, no olho, na boca… Começou um empurra-empurra desgraçado, e como sou alto, no primeiro “aperta” que a galera deu, eu saí logo do chão e fiquei suspenso, sem poder decidir o meu futuro, para onde ir ou onde não ir. O fato é que espremeram tanto que fui cuspido para uma das entradas do salão. Não ia deixar barato! Tentei voltar com todo vigor e no caminho de volta me deparei com duas cenas antológicas.

Na primeira delas, o nosso amigo japonês, soldado Icety, conseguiu se desfazer das características faciais do seu povo e arregalou tanto os olhos em busca de ar para respirar que suspeitei dele ser descendente de uma coruja e não dos velhos samurais. Quando perguntei que porra era aquela ele respondeu: “Eu vou morrer, eu vou morrer”. E saiu resmungando do salão, parecendo um rato molhado.

No segundo momento, os soldados Robson e Marcus estavam deixando o salão em formação cão guia: o soldado Marcus andando na frente e o soldado Robson segurando na camisa dele, com os olhos completamente ensaboados, e a cara de quem tinha acabado de sair do trem fantasma, dizendo: “Vai macho, vai porra, anda!”.

Continuei minha missão: tinha que chegar no centro do salão. Tinha que conhecer o coração do inimigo. Pelo caminho, encontrei o soldado Márcio, na espreita de uma oportunidade para adentrar o salão. Emendei: “Vamos nessa!”. E ele: “Simbora!”. Em tempo, o soldado Marcus, que tinha acabado de guiar o Robão para fora do salão conseguiu nos acompanhar e seguimos os três para o centro do furacão.

Quando atingimos o objetivo, o DJ começou a tocar a música que elegemos com tema da viagem, pois o refrão dela é composto por uma única vogal, ou seja, todos nós sabemos cantar. A quem interessar possa, a música é Duck Sauce da cantora Barbra Streissand (acho que é assim que escreve). Aí a festa foi geral! A mistura de água com espuma subiu tanto, que chegou na altura do meu umbigo (por favor, não venham com essas piadas me chamando de anão). Aí começou o show de mergulhos e jogar sabão no outro …à certa altura o Márcio foi falar comigo e, da boca dele, saíram três bolhas de sabão.

A espuma e a música agitada rolaram até as 7 horas da manhã. Mas a festa, para nós, não tinha acabado ainda. O grande desfecho da noite ainda estava por vir. Quando o relógio apontou às 6h30, a espuma cessou e a galera começou a deixar a festa. Claro que nós não! Começou um show de dar mergulhos de peito no salão, semelhante à técnica da seleção masculina de voley de quadra do Brasil, quando vence os campeonatos mundiais.

O primeiro foi o soldado JP Sobreira, que deu um mergulho de peito no salão e voltou com os olhos cheios d’água, dizendo: “Porra, ta ardendo!”. Logo em seguida, não me pergunte como e nem pergunte de onde, o soldado Marcus apareceu no salão com um grande pedaço de isopor, que mais parecia aqueles bodyboards infantis que nossos pais compram na nossa infância.

Ele deu um mergulho e usou essa “prancha” pra deslizar o que fez com que ele atravessasse o salão e acertasse um italiano desavisado que passava pelo caminho. Não deu outra: Strike Italiano. Quando olhei pra frente, só vi as perninhas do italiano pra cima e o Marcus com a cara cheia de sabão rindo da putaria.

Corremos pra cima pra ver se o cara ia se estressar, ou iniciar um foco de confusão. Que nada! O cara estava rindo pelos cotovelos, morrendo de achar graça da rasteira que levara. O amigo dele, mais parecia um brasileiro ao ver o outro em apuros: apontou o dedo pra cara dele e cascou o bico a rir: “hahahaaha”.

Na saída da boate, mais uma vez expulsos pelos seguranças devido ao extrapolo do horário, a cena era sensacional. Marcusão saindo da boate, coberto de espuma do pescoço aos pés, com a “prancha” debaixo do braço dizendo “Onde é que tem mais italiano nessa porra pra eu derrubar?”.  Sensacional!

Voltávamos para o albergue quando no meio do caminho surgiu uma ideia: Isso não é hora de dormir, é hora de acordar! Vamos pra praia! E emendamos para a praia de Bora Bora para tomarmos umas por lá. O que não sabíamos é que o povo de Ibiza, mesmo com a quantidade de bebidas e drogas que consomem, não consegue acompanhar o ritmo deste pelotão. Não tinha um pé de gente na praia de Bora Bora, senão pelas pessoas que faziam a limpeza do local, removendo cascos de cerveja, taças de champagne, sungas, biquínis e outras coisas básicas que o pessoal esquecera por lá. Sem alternativas, restava-nos apenas voltar para o albergue para dormir.

No dia seguinte os nossos planos eram de conhecer as belezas da ilha de Formentera. Por conta de um pequeno atraso perdemos o barco que saía para a ilha. O barco partiu às 10h e nós acordamos às 16h. Por pouco! Demonstrando resistência de ferro, o soldado JP Sobreira acordou cedo no dia seguinte e teve a generosa idéia de ir ao supermercado comprar água, pão, queijo e presunto pra tomarmos café da manhã (às 16h?), suco de laranja, cerveja e uísque.

Ainda bem que no verão europeu as noites só chegam às 21h30, senão este pelotão não veria a luz do sol. Nos mandamos então para conhecer uma praia muito bonita do outro lado da ilha, chamada de Calla Tarida. Atravessamos a ilha e ao chegar nos deparamos com um visual irado. Muito massa mesmo. Águas claras, calmas e diversos corpos inertes deitados na areia. Acho que todo mundo que estava na balada na noite anterior tinha ido dormir em Calla Tarida.

Ao contrário das praias do Brasil, onde você vê aquela agitação com gente jogando frescoball, futebol, menino correndo com o nariz cheio de catarro, cachorro cagando na areia … as praias de Ibiza são como spas a céu aberto, onde a galera vai para relaxar e tirar uma soneca. Como não poderia faltar, fui dar um mergulho para ver se as águas do Mediterrâneo eram boas pra banho. Gostei, mas prefiro as praias do Brasil. Mesmo com os dias demorando mais de 15 horas essa porra dessa água não esquenta. E ainda tinha umas sujeiras de mar, estilo aquelas algas de maré cheia no Brasil. E pra completar, pense numa água salgada! Rapaz, a boca e o nariz ficaram pegando fogo! É amigos, no quesito praia, o Brasil é foda!

Depois desse programa light, fomos para o Café Del Mar, ver um por do sol considerado por muitos como um dos mais bonitos do mundo. Porra nenhuma! Por do sol feio da porra. Antes do sol se por, saímos direto para o supermercado para comprar mais uísque e cerveja porque a noite era hora de ir para a festa do DJ Tiësto, na famosa Privilege.

Entretanto, umas promoters passaram no nosso albergue entregando umas pulseiras que davam direito à entrada grátis na SPACE, uma das mais famosas boates do mundo. Então, o pelotão que já tava mais liso do que bunda de índio optou por essa festa, e não foi dessa vez que o Tiësto nos viu! A idéia era boa, converter os 50 euros da entrada em bebida dentro da festa.

A pulseira nos dava direito de entrar na boate de graça, mas para isso tínhamos que chegar na festa antes da meia noite. Tarefa complicadíssima para esse pelotão. Para evitar chegar atrasado saímos do albergue às 23h45. O foda foi que nos perdemos no meio do caminho, fomos parar do outro lado da cidade, paramos num posto para pedir informações, compramos uma garrafa de uísque a qual tivemos que virar como se fosse dose de tequila, e chegamos na festa às 00h00 em ponto! Missão cumprida com louvor soldados.

Para cada tunz tunz que rolava dentro da boate, tomávamos uma dose de tequila. A certa altura, o barman começou a olhar pra nossa cara e rir. E ainda disse: “Oh man, you’re gonna die”. Imagina a quantidade de bebida que consumimos para assustar um barman de IBIZA! Eu falei Ibiza, senhoras e senhores! Nos entreolhamos preocupados e pedimos outra rodada para comemorar o feito.

A festa não poderia acabar diferente. Fomos expulsos da boate e saímos escoltados pelos seguranças. Acho que os seguranças exageraram um pouco. Só porque o Márcio tava discutindo com alguns seguranças e o JP Sobreira, ao se empolgar com a música, deu um pulo associado a uma cotovelada na testa de um segurança, a galera achou ruim.

Aliado a isso eu e o tenente Helano Camelo estávamos tendo uma habitual conversa entre machos, gesticulando, xingando e falando alto, quando os seguranças viram a cena e pensaram que era briga. Aí colaram na gente também. Escoltados por aproximadamente 5 seguranças que valiam por 10 hooligans, fomos chutados para fora da boate como cachorro que rouba carne de frigorífico. “OK guys, time to GO!”

Partimos então para o albergue para discutir a confusão da noite e beber o restante da cerveja que tínhamos comprado, já que ainda era cedo, por volta das 05h00 e não tinha amanhecido ainda. Às 7h00, quando a bebida tinha se esgotado, encerramos o assunto e chegamos à conclusão de que o culpado pela confusão toda foram os seguranças da boate.

No dia seguinte, o passeio era nas cavernas subterrâneas de Ibiza, chamadas de Conva de Con Marca. O passeio se iniciou às 14h da tarde, ou seja, não fomos. Com a ressaca acumulada de 7 dias seguidos, dormir por muito tempo era mais do que necessário.

Einstein dizia que os gênios dormiam 4 horas, as pessoas normais dormiam 6 e os idiotas dormiam 8. Se ele fosse vivo, eu ia mandar um e-mail pra ele perguntando em qual categoria se encaixa uma pessoa que dorme 10 horas seguidas. O cansaço bateu geral, e não tivemos saída. Tivemos que espantar essa ressaca com a melhor forma já inventada pelo homem para combater esse mal: beber mais. Era hora de ir para San Antonio, pois às 17h tínhamos que pegar a pulseira para a festa do barco, que começava às 19h.

A festa do barco foi realmente incrível. O visual era espetacular. Vimos o por do sol do meio do mar, circundando falésias, rochas imensas, sendo seguidos por barcos de alta velocidade com a galera fazendo top less e enchendo a cara. Irado mesmo. Pra completar o cenário paradisíaco, apareceu uma baleia ao lado do barco, e começou a dar aquelas borrifadas de água pra cima. Go Willie !

Conhecemos uma galera muito legal no barco. Uns brazucas da minha Baêa, uns ingleses muito doidos, uma galera da Alemanha e uma malucada da Austrália. Fotos com bandeira do Brasil, com bandeira do Vozão, e uma bebida diferente, chamada de Desperados, que vende em garrafa e é uma mistura de tequila com cerveja. Muito boa! A festa foi irada, e ao final estávamos convencidos de que Ibiza era realmente, a ilha da fantasia.

Depois fomos para o albergue, arrumar as malas e pegar táxi para o aeroporto. O cansaço, os pés latejando, os lábios ressecados… todo mundo ainda embriagado da festa do barco e à beira de pegar a mais temida imigração: Londres.

Durante o vôo, todos relembravam de algum momento marcante da estadia em Ibiza, de alguma cena engraçada, ou de alguma resenha ocorrida. Nove guerrilheiros em êxtase, onde a saudade era percebida no semblante e nas feições de todos. Eu, na condição de comandante do pelotão, e encarregado por elaborar o roteiro e conduzir o bando na sagrada Ilha de Ibiza, experimentei o sentimento de missão cumprida.

Será que esses 9 bêbados vão conseguir passar pela imigração inglesa?

Acompanhem!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 11 Comentários

Olé, olé Barcelona…

No segundo objetivo desta missão, nos deparamos com a famosa cidade de Barcelona. Sei que é cedo para afirmarmos isto, mas acredito que ela estará, sem dúvida, entre as mais bonitas que veremos no projeto Eurotrip 2011. Uma cidade memorável com praças, ruas, pessoas, bares e atrativos da melhor estirpe. Como não poderia deixar de destacar, é também a cidade do maior time de futebol do mundo, e porque não dizer, o maior time de futebol dos últimos 10 ou 20 anos … o Barça !

Nosso roteiro em Barcelona foi completamente inesperado (de novo?). Não digo isso pelos fatos que serão narrados a posteriori, mas sim, pelo total desencontro que marcou nossa estadia na cidade catalã.

Logo no primeiro dia, o nosso amigo Icsmah Abdulilah (aquele que tem sentimentos e emoções), conseguiu a proeza de perder seu cartão de crédito e sua carteira de habilitação. Na condição de um dos encarregados da missão, fui com a divindade do deserto até uma loja que fazia ligações internacionais para providenciar o cancelamento do seu cartão de crédito. Assim que providenciamos tudo, retornamos ao albergue para encontrar os demais soldados dessa trip. Entretanto, eles já tinham partido para o campo de batalha, afinal, a guerra não pode esperar.

Iniciamos então uma missão de reconhecimento do campo de batalha desbravando a bela cidade de Barcelona, missão esta que falhou poucos minutos após o início, pois acabamos nos perdendo um do outro. Começava aí a mais desafiadora missão para um soldado. Abandonado na selva, sem amigos, sem equipamento de guerra e sem o menor senso de direção, fomos forçados a por em prática todas as técnicas de sobrevivência na selva que aprendemos no Camboja.

Como toda adversidade é também uma oportunidade, aproveitamos para conhecer, aleatoriamente, todos os atrativos da cidade. A Camelada (Helano, Márcio e George Camelo) juntamente com Icety e Robson, foi para um city tour num daqueles ônibus que passam por todos os pontos turísticos “numa lapada só”. Destaque para todos os momentos capturados pelo soldado Robson, que dormiu, cochilou, descansou e apagou durante todo o passeio. É amigo, a cachaça quando pega… PEGA! Os soldados JP Sobreira e Marcusão foram em dupla (jura?) para um lado, enquanto que eu e Icsmah, perdidos, tivemos que visitar tudo sozinhos. Selva é selva “cumpadi”.

Conhecemos Parc Guel, um lugar espetacular com uma vista especial da cidade, e a Sagrada Família. Muito massa. Um monumento grandioso que não presta para registrar em fotos, pois se você tentar fotografá-la em sua totalidade acabará perdendo os detalhes que a compõem, e se tentar fotografar seus detalhes irá perder o conjunto da obra. Então, simplesmente adotei a estratégia de colocar a máquina no bolso e circundá-la diversas vezes contemplando sua beleza. Muita irada MESMO! Conhecemos ainda o Arco do Triunfo, o Bairro Gótico (irado) e o famoso Camp Nou, estádio do Barcelona.

Nas Ramblas, localizada ao lado do nosso albergue, muita gente, de todo tipo e de todo o mundo, consumindo cerveja escondido da polícia. À certa altura do campeonato, um alemão que comprara cerveja dos vendedores clandestinos levou um coça dos policiais tão sinistra que acredito que até a mãe dele ficou com a orelha ardendo. Após ver essa cena nos convencemos de que era hora de parar de beber escondidos, pois a idéia de apanhar daqueles trogloditas não parecia interessante. Obviamente que esta tática durou apenas 5 minutos, pois logo em seguida mais um paquistanês apareceu vendendo cerveja a 1 euro. Aí já era cumpadi! Decorem a descendência deste vendedor, ela será fruto de uma piadinha sem graça num futuro não muito distante.

Aproveitamos também para provar a famosa Paella, uma espécie de mariscada espanhola. Provamos também um tipo de presunto muito popular por aqui, chamado de Jamon. Ambos muito bons, mas não têm nada de especial. Principalmente a Paella. Perde feio para a nossa moqueca ou até mesmo para uma mariscada caprichada. Mas valeu a pena.

As grandes boates da Europa possuem uma tradição que jamais seria aplicada à realidade brasileira, devido à sua condição constrangedora e humilhante. Na entrada das boates, ficam dois seguranças analisando a roupa e a aparência da galera. Se você estiver mal vestido, ou então com uma cara desagradável, eles provavelmente mandarão você para escanteio e impedirão sua entrada. Cientes dessa tradição, alertamos todo o grupo para capricharem no visual e não irem para as festas calçados com tênis esportivos.

Mais uma vez, o soldado Robson, aprontou uma para o pelotão. Nos preparamos à noite para irmos a uma festa numa boate chamada de Opium, a mais famosa da cidade. Trajando um tênis cansado, o soldado Robson teimosamente insistiu em não comprar um sapato para a night e resolveu ir para o evento utilizando um tênis com uma aparência tão jovial que o apelidamos, carinhosamente, de Dercy Gonçalves.

Não deu outra, fomos barrados na entrada da boate pelo segurança que não titubeou. “Sorry, you can’t pass”. O mais legal foi ver ele argumentando em espanglês com o segurança da boate, um brutamontes com quase 2 metros de altura, dizendo: “Mas eu costurei e colei o tênis antes de vir pra cá, ele ta novinho. Troquei até a sola antes de viajar”. Fomos forçados a beber no meio da rua, mais uma vez na mão dos paquistaneses, para terminar a noite. Esses paquistaneses vendem de tudo. Eles passavam oferecendo cerveja, comida, maconha, haxixe, cocaína e até mesmo sexo, o qual, espero, que não seja com eles.

Se durante o dia nos desencontramos, durante a noite não vacilamos. Em bando, enchemos a cara em vários bares. Destaque para um simpático bar Irlandês que utilizamos para experimentar a famosa Guiness, uma das cervejas mais famosas do mundo, diretamente da Irlanda. No meio do bar, me deparo com dois malucos de São Paulo, que me ajudaram no processo de embriaguês com a cerveja irlandesa. Brasileiro mochileiro é uma categoria só! Todo mundo gente fina.

Na hora de ir embora, ao bom estilo brasileiro, partimos atrasados para pegar o vôo para Ibiza. Contra o tempo, cruzamos a cidade de ônibus e de metrô para atingir o aeroporto de Barcelona. Eis que no meio do caminho, uma descoberta que poderia comprometer o andamento da missão: um mal entendido fez com que o celular do soldado Marcus fosse abandonado no albergue, enquanto tomava carga. Faltando menos de uma hora para pegar o vôo, convocamos o soldado Marcus e o tenente-coronel Helano Camelo para realizarem a missão de resgate do equipamento.

Sabíamos que esta missão era delicada, por isso escalamos um militar de alta patente para executá-la. Já estávamos nos preparando para passar mais um dia em Barcelona, quando de repente, os dois bravos guerreiros apontaram no horizonte. Alguns soldados comemoraram o feito dos bravos guerreiros, mas eu não esbocei nenhuma reação. Afinal de contas, eu sabia que, neste pelotão, MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA!

Neste exato momento, estamos no avião, voando de Ibiza rumo a Londres. Ao lado de uns ingleses filhos da puta que falam alto pra caralho, enquanto uns dormem para recarregar as baterias, finalizo mais este relato de guerra. Estou com toda a resenha de Ibiza pronta, e posso garantir aos senhores que nem Olinda viu bonecos tão grandes. Mas isso são cenas do próximo capítulo o qual posso garantir, está IMPERDÍVEL!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 6 Comentários

Madrid: First day mission

Atenção senhoras e senhores… agora é oficial: a missão começou! Os primeiros dias da expedição Eurotrip 2011 foram completamente inimagináveis. De fazer inveja às mirabolantes tramas televisivas, a nossa aventura começou de maneira bastante tensa, pois todos os mochileiros estavam apreensivos com a possibilidade de serem barrados na imigração. Mesmo com todos os cuidados que tomamos, com todos os documentos que imprimimos e com as recomendações que seguimos, a ansiedade persistia em nos atormentar.

Mesmo os mais experientes soldados, treinados em Israel e no deserto de Kandahar, esse momento gerava expectativa e apreensão. O embarque para Lisboa, que ocorreu às 20h devido a atraso do vôo, aconteceu conforme o planejado. Famílias, esposas, noivas e amigos compareceram para levar uma mensagem de conforto para aqueles soldados que partiam para encarar o horror da guerra e os dias de provações físicas e alcoólicas. Lágrimas, bandeiras pátrias hasteadas e gritos de encorajamento como “Força”, “Honra” e “Beba pouco” ambientaram esse momento histórico.

O vôo foi completamente tranqüilo, sem turbulências fortes e com direito à primeira proeza do esquadrão: O soldado Robson preparou um lanche curioso no avião ao fundir um pedaço de pão com pudim de cajá. Tática de sobrevivência na selva que ele deve ter aprendido durante os anos em que morou na Normandia.

A chegada em Lisboa ocorreu com duas horas de atraso, o que quase nos fez perder o vôo para Madrid. Tivemos que dar uma pequena corrida, carregando as mochilas que pesavam em torno de 12 kilos cada, para não perder o vôo. Claro que essa corrida não foi nada, considerando-se os treinamentos de saltos com paraquedas que já realizamos, carregando equipamentos que pesavam mais de 30 kg.

Não tivemos problema algum na imigração. Perguntas simples, conferência básica de passagem e passaporte e só! Nada mais nos foi solicitado. Um pouco frustrante para quem trouxe todos os comprovantes e documentos possíveis. Um soldado trouxe até xerox autenticada do cartão de vacinação do cachorro da avó, um poodle rosa chamado Cherry. Mas sem sombra de dúvidas, essa sensação foi prontamente eliminada pela excitação e agitação de estar em outro continente.

Na chegada a Madrid, nosso primeiro momento de tensão: enquanto realizávamos o check-in, fomos questionados se estávamos em grupo. Ao respondermos que sim fomos orientados a esperar num espaço reservado para que eles efetuassem alguns procedimentos de segurança. Ficamos apreensivos, mas tudo correu bem e acabamos entrando. Entretanto, tivemos ainda o segundo momento de tensão: a mala do soldado JP Sobreira fora colocada em outro avião, com previsão de chegada somente 4 horas mais tarde. Conversamos com a atendente da TAP que se comprometeu a enviar a mochila assim que a recebesse. No frigir dos ovos, a mochila acabou chegando somente 6 horas depois.

Após experimentar o clima extremamente seco e quente de Madrid (pior que Fortaleza) partimos para o albergue, para honrar com nossa reserva. Depois disso era a hora do primeiro tour: conhecer o Santiago Bernabèu, estádio do Real Madrid, e verificar de perto a grandiosidade de craques como Ronaldo e Zidane ao clube madrileño. Foi realmente sensacional.

À noite, saímos para encher a cara nos bares da cidade, missão esta realizada com louvor. Na volta, de madrugada, completamente bêbados às 5 horas da manhã, alguns fatos curiosos ocorreram. O nosso soldado Ismar (ele mesmo, a divindade do deserto, Icsmah Abdulilah) resolvera levar todo o seu euro consigo, alegando não confiar nos cofres do albergue. Quando decidiu voltar para casa, mais cedo do que o grupo, pegou um táxi e foi deixado a 3 quarteirões do albergue, pois não sabia a localização exata do mesmo.

Quando caminhava para o albergue, um meliante interpelou-o com um sutil chute nas costas que o tirou do chão e fez equilibrar-se no dedão do ofensor por aproximadamente 9 minutos. A descida do chute já foi respondida prontamente com o exercício de guerra que ele mais treinou: corrida. MOLA nego véi! Em menos de 5 segundos ele cruzou dois quarteirões num lance que mais parecia com aquelas arrancadas de desenho animado, levantando folhas secas e poeira do chão, deixando para trás o bandido e, ao que tudo indica, um rastro de merda…

Noutro memorável episódio da noite, às 5h30 da manhã, enquanto voltavam para o albergue, JP Sobreira desafiou este que vos fala (não seria escreve?) em uma corrida de um quarteirão. Um tiro de 100 metros rasos, a ser fiscalizado pelo juiz imparcial e credenciado George Camelo. Antes da corrida, solicitei ao George que tomasse posição no final do quarteirão, para identificar o vencedor do certame. Enquanto caminhava para o final do quarteirão, George praguejou: Vocês estão bêbados… pra que ir até o fim se vocês, provavelmente não chegarão nem até aqui, disse apontando para um ponto intermediário da rua. O irônico, ou cabalístico, é que no meio da corrida, quando estávamos pareados e no ponto de velocidade máxima, ao atingirmos o ponto praguejado pelo juiz imparcial, Sr George, o excelentíssimo Sr JP Sobreira deu uma bela escorregada e utilizou os cotovelos para frear. Ri baixo como de costume (com certeza) e voltamos para o albergue. Eu e George, rindo mais que usuário de maconha estragada e JP Sobreira sangrando, roxo e completamente sujo.

Concomitantemente a esse evento esportivo, os soldados Icety e Márcio conseguiram realizar a proeza de se perder do bando, à dois quarteirões do albergue. Conseguiram chegar nos quartos mais de 40 minutos depois de todos, exaustos e comemorando porque tinham encontrado um atalho. Pense!

No dia seguinte, conhecemos alguns pontos turísticos da cidade como La Gran Via e Plaza Mayor. Depois pegamos um trem legal, que viaja a 300 km/h com destino a Barcelona. E é exatamente deste trem, que vos escrevo. Enquanto todos os outros mochileiros dormem, a sola dos pés lateja de dor e os lábios estão ressecados. O momento é de se recompor, pois ainda estamos no segundo dia de missão.

Conseguirão os soldados dessa intrigante tragédia anunciada, completar a missão e sobreviver aos 22 dias de combate?

Acompanhem!

Continua no próximo episódio.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 17 Comentários

Al-Uzza, Al-Lat e Monat.

Al-Uzza, Al-Lat e Monat. (tema)

Com as bençãos de Allah, o benemeritoso!

Salamaleikun!!!

Ah, senão é tudo um tabuleiro de noites e dias onde homens são peças e o destino, o mestre do jogo. Com eles se joga e move, se toma e dá o xeque-mate. E um a um os recolhe, pondo a guardar no armário.

No céu, a mão esquerda pinta a alvorada. Eu sonho. Na taverna uma voz escuto na algazarra: ‘Despertai meus pequenos, e enchei bem o copo antes que seque o vinho da vida em sua jarra’.

Pois bem, dentro de poucos dias, encheremos mais nossas taças com esse vinho da vida, diretamente no velho continente!

Esses nove guerreiros que pisam o solo sagrado de Allah, rasgarão os céus como estrelas cedentes, a riscar a pedra do destino, esculturando uma nova página na historia da humanidade, como lava ardente a descer do vulcão.

Porém, ante estes destemidos, a cada instante a voz do amor nos circunda, nos detém e nos faz olhar ao redor. Então nos vemos partimos em direção a um céu profundo. Já estivemos antes por esses espaços e até os anjos os reconhecem. Estamos acima das esferas celestes e somos superiores aos próprios anjos! Por que subimos tanto?

Com a maré da manhã surgiu no céu uma lua, que estando ao meu lado, fitou-me. Ao contemplar sua face, a lua partiu-se em dois pedaços. Não pôde suportar tanta beleza e fez-se feliz mendicante frente àquela riqueza.

Como um falcão que arrebata o pássaro, essa lua agarrou-me e cruzou o céu. Quando olhei para mim já não me vi. Naquela lua meu corpo se tornara, por graça, sutil e com alma.

Até que o segredo do saber divino me foi por inteiro desvendado.
Viajei então em estado de alma e nada mais vi se não o amor. Viajei até sentir a doçura do perfume de seus cabelos que o vento traz.
A face que traz consigo a luz do dia, reflete o brilho de vossa beleza: nossas odaliscas.

Elas emergem do oceano da alma como os pássaros do mar!
Há de sê-las a terra exuberante, o lugar do descanso final desses aventureiros. São pérolas desses oceanos. A elas pertencemos. Cada um de nós. Olha bem dentro de teu coração, meu nobre companheiro de viagem, e verás que nada somos, se não as tivéssemos em nossas vidas! Se aqui chegamos, foi com elas, se temerosos partimos, é pela falta que farão ao nosso lado, mas se com sede voltamos, será por percebemos, que sem esse amor, novas vidras naufragariam em um mar desértico.

Apanhemos nossas coisas e subamos mais uma vez, adentrando no universo, ainda que sem saber porque, nem de onde, mas com a certeza de para onde. Sorte não nos faltará ao entregarmos de novo nossas almas. Nossa caravana tem por guia Mustafá, a glória do mundo não nos será negada!

Piedosamente, e de joelhos, rogamos e suplicamos para que nos sigam, nossas deusas-rainhas, como àquelas que dão título a esse texto:
Al-Uzza, a divindade Poderosa, Forte, protejam nosso navio em suas viagens oceânicas; Al-Lat, a deusa da lua cheia, que representa a faceta da “Deusa Mãe”, ligada com a Terra e com seus frutos, regai a fecundidade em nossos caminhos! E como Manat, que trouxe para nossas vidas o mistério, e nos dar sabor às descobertas!

Essas divindades, nem mesmo Maomé, o profeta, derrotou. Para vencer o culto das pedras sagradas das Deusas, substituiu esse costume ritual por um rito da sua própria religião, tal como o fez a Igreja Cristã na Europa com os incômodos costumes pagãos antigos. Ele instituiu o culto da Pedra Sagrada do Islã, a Kaaba, em Meca. Isso mesmo, numa religião dominada por homens, Símbolos de divindades femininas são adoradas!

Em êxtase estamos! Embriagados sim, mas desse vinho, que não se colhe em videira. Obrigado e muito obrigado nossas odaliscas, nossas fieis companheiras! Essa viagem, seria impossível sem vocês.

Icsmah, maior divindade dos desertos, aquele que possui idéias, sentimentos, emoções, o verdadeiro oásis que ajuda a atravessar os trechos desérticos da vida, dá beijinho, beijinho, e xau xau!!!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | 5 Comentários

The camp is ready!

Nossos acampamentos estão todos “ready” apenas esperando a nossa chegada triunfante. Nesse momento grandes caminhões de chopp chegam em nossos hostels para garantir que não falte cerva no estoque.

A multidão espera ansiosa pela chegada dos vitoriosos boinas verdes e após o post do Lamec sobre nosso roteiro em Ibiza várias celebridades já garantem seu lugar ao sol para visualizar melhor a chegada destes importantes guerreiros. Dentre as celebridades podemos citar: Benzema, jogador da seleção da França que estava em alta velocida a bordo de um Porsche para garantir um bom lugar na nossa chegada; Rafael Nadal não perdeu tempo e alugou um iate para ter uma vista privilegiada e mais conforto; Shakira; Pippa Middleton, Leonardo Di Caprio, o fenômeno correu para sua casa em Ibiza e centenas de outras celebridades.

Depois de pesadas reuniões nosso Grupo de Elite resolveu revelar para quem interessar possa o nome de todos os nossos acampamentos com dados ultrasecretos de cada hostel.

Seguindo a ordem cronologica do nosso roteiro começamos apresentando o nosso hostel em Madrid o Mad  Hostel próximo de uma das áreas mais animadas da Espanha e está incluso o tapas tour e o pub crawl.

A próxima batalha é em Barcelona onde acamparemos no Backpackers House BCN. Este hostel provavelmente foi um erro, pois depois de profundos estudos descobrimos que eles não aceitam pessoas bebadas e provavelmente seremos expulsos. Este hostel está mais próximo de um convento do que de um Albergue, hehehe, ser expulso será o preço que teremos que pagar pela reserva precipitada.

Em Ibiza ficaremos instalados no OK Hotel Beach localizado na Playa Den Bossa, a praia mais selecionada de Ibiza. Ficaremos em um quarto quadruplo por questões financeiras.

Londres o acampamento será o Generator London, este hostel foi muito bem avaliado no hostelworld nossa principal fonte de pesquisa e vamos nos arriscar por lá, como sempre a localização é estratégica. Teremos café da manhã incluso.

Na bela Paris ficaremos alojados no Le Village, este hostel é localizado no Bairro Montmartre, a região mais boemia da cidade. Também é muito próximo da Estação Du Nord de onde chegaremos pelo Eurostar e de onde partiremos para Amsterdã.

Amsterdã, na expectativa de enfrentar um mundo totalmente diferente vamos acampar no Durty Nellys Inn e neste hostel podemos dizer sem medo de errar que foi o que nos gerou mais expectativa. Ele tem um bar bastante animado e a bebida é bastante barata.

Em Berlin estaremos localizados bem próximos a estação de trem central no St. Christopher’s, uma pena que ele será um pouco longe do parque onde ocorrerá o Festival Internacional de Cerveja de Berlin.

Em Praga ficaremos no Old Prague Hostel e mais uma vez foi buscado uma localização estratégica. O hostel fica bem no centro do todos os locais mais turísticos da cidade e muito próximo das principais baladas assim tenho certeza que poderemos fazer todos os passeios “by foot”.

E finalmente já bastante cansados e com os figados roxos de tanto trabalhar resolvemos acampar em Lisboa num local de alto nível e para isto escolhemos o Alfama Patio Hostel. Situado no mais emblemático bairro de Lisboa, entre ruas sinuosas e pequenos largos de escala humana, além disto o hostel tem ganho sucessivamente o prémio de “Best Staff”.

E vamo que vamo!!!!!!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 13 Comentários

Com vocês … Ibiza

O nosso roteiro começa no sábado, dia 23 de Julho, chegando de Barcelona no aeroporto de Ibiza, às 20h55. Pegaremos 3 táxis (como somos 9 machos, serão 3 por táxi) direto para o albergue. O preço do táxi é de aproximadamente 15 €. Lá no albergue, providenciaremos o aluguel de 2 carros, onde cada um deve custar 120 € por 3 dias. Depois de sair do albergue, vamos direto para San Antonio, bairro lotado de bares. A maioria dos bares tem entrada franca e vende bebida barata. Encheremos a cara (nº 1). Ficaremos no esquenta até dar a hora de ir para o albergue e se arrumar para descermos para a famosa PACHA, festa chamada Defected que custa 50 € a entrada.

Passaremos, antes, num supermercado para comprar alguma coisa para comer. Compraremos bebida também, já que lá dentro da Pacha a bebida é muito cara: Uma cervejinha sai por míseros 12 €. Então vamos encher a cara (nº 2) com a baratíssima e boa cerveja do supermercado. No dia seguinte, 24 de Julho, acordaremos cedo (É o quê homi?) para conhecer a Dalt Vila: cidade alta que fica no centro de Ibiza, tombado patrimônio histórico pela UNESCO. A visitação é gratuita e rápida. Não gastaremos mais do que 1h30. De lá, desceremos para a famosa Playa Den Bossa, para o agito dos after-hours das boates. Provavelmente iremos a um agito chamado de Bora Bora. Lá existem várias opções e podemos escolher em qual ficar. Encheremos a cara (nº 3) e depois iremos almoçar em qualquer canto. Lá tem todos os tipos de restaurantes, lanchonetes, Mc Donalds e etc, agradando a Gregos e Helanos.

Pela tarde, iremos para a Playa de Sés Salines onde encheremos a cara (nº 4). Depois iremos para o Café del Mar ver o por do sol considerado um dos mais bonitos do mundo. Lá tem muitos bares e a bebida é relativamente barata, então encheremos a cara (nº 5). Depois, voltaremos para o albergue, para tomar um banho e trocar de roupa. De lá, antes de ir pra balada, novamente passaremos no supermercado para comprar comida e bebida, e adivinhem: encheremos a cara (nº 6). A balada dessa noite é a famosa Festa da Espuma, na Amnésia, onde uma garrafinha de água custa 6 €. A entrada da boate custa 50 €.

Se ainda estivermos vivos, no dia seguinte, 25 de Julho, acordaremos cedo (viaje não doido) para conhecer a Ilha de Formentera. O barco parte da Playa Den Bossa às 10h00, e custa 25 €. Chega em Formentera após 35 minutos, os quais estaremos dormindo sem saber o que aconteceu. Baterias recarregadas (certeza!), nós iremos conhecer as belezas de Formentera. Lá existem dois percursos para se fazer, um chamado de pequeno (só praias) e outro chamado de grande (praias mais um farol e um mirante) O primeiro custa 5 € e o segundo custa 10 €. Faremos o segundo. As praias de lá são conhecidas pela tonalidade azul turquesa, e serão provavelmente as águas mais azuis que veremos. Até a hora do almoço, só programa leve, família, música baixa…

Depois do almoço retomaremos o espírito viking e encheremos a cara (nº 7) nas barracas das pequenas praias da Ilha. Teremos que procurar um lugar barato para rangar, o que vai ser um pouco difícil. O restaurante que tem no mirante com uma vista irada da ilha, tem preço altíssimo. Retornaremos a Ibiza às 17h00, indo direto para o supermercado mais próximo comprar comida e bebida. Muita bebida, pois ela será usada em dois turnos dessa vez.

Encheremos a cara (nº 8 ) e curtiremos o agito da Playa Den Bossa até altas horas. O aquecimento lá vai ser pesado, pois será a noite de um dos mais famosos DJs do mundo. Iremos para o albergue nos arrumar e encheremos a cara (nº 9) com a cerva do supermercado. Aí iremos direto para a Privilege, curtir a festa com DJ Tiësto. A entrada custa 50 € e a bebida lá dentro é tão cara quanto as outras. Ou seja: nada de beber lá dentro. No máximo uma ou outra bebida.

Na terça-feira, 26 de Julho, acordaremos cedo (lá vem você com essa história de novo) e iremos conhecer a Cova de Con Marca, que são as cavernas subterrâneas que existem em Ibiza. O Preço por adulto é de 9 € e o lugar é realmente muito bonito. De lá, iremos conhecer San Antoni de Portmany, localidade bem turística, repleta de bares e agitos. Lá, encheremos a cara (nº 10) e almoçaremos. Logo em seguida, vamos direto ao supermercado para comprar comida e bebida novamente, pois é dia da festa no barco: a famosa Pukka Up Boat Party, cujo ingresso já compramos e custou 55 €.

A festa vai das 18h às 21h mas lá no barco só teremos direito a um drink. Lá em cima o preço é razoavelmente barato. Por isso, antes de embarcarmos, encheremos a cara (nº 11) com a bebida que compramos no supermercado. Temos que subir a bordo do navio completamente loucos. Ao voltar do Barco, iremos direto para a Playa Den Bossa, curtir os últimos minutos na cidade que deverá marcar nossas memórias, nossos fígados e, talvez, nossas fichas criminais.

Lá, encheremos a cara (nº 12) até às 23h, quando iremos para o albergue, arrumar tudo e partir para o aeroporto, onde pegaremos o vôo da EasyJet às 01h20 do dia 27 de julho rumo à Londres, chegando na capital inglesa às 02h45, exaustos, bêbados e saudosos. Maltrapilhos e fadigados, a saudade apertará nossos corações, nos deixando somente uma alternativa para saciar essa dor: encher a cara (nº 13)

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 20 Comentários

Vacinação, chegou a hora!

Um item importante a ser checado durante os preparativos para tão sonhada viagem é a VACINAÇÃO.

Fiquei responsável em colher informações sobre o assunto e segue, agora, algumas dicas de como fazer:

Geralmente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) possuem locais de atendimento nos principais aeroportos brasileiros, e em Fortaleza não é diferente. Esse órgão é responsável, dentre outras atribuições, de fiscalizar e orientar os viajantes durante rotas nacionais e internacionais que necessitam de imunização.

Minha primeira atitude foi procurar no Google o telefone da ANVISA no aeroporto de Fortaleza, para saber quais são as vacinas obrigatórias para viajantes com destino à Europa. A atendente, por sinal muito educada, informou que as vacinas necessárias seriam de Febre Amarela e Sarampo. Quanto à primeira, não é obrigatória, segundo alguns relatos de viajantes colhidos na internet, mas a ANVISA orienta tomar. Na minha avaliação faria a seguinte pergunta: O que me custaria? Vai que algum país exige. Quanto ao Sarampo, é devido a um recente surto que vem afetando alguns países da Europa, principalmente a França.

Meu segundo passo foi procurar o telefone da secretaria municipal de saúde de Fortaleza, onde busquei os telefones e endereços dos postos de saúde que possuem as duas vacinas. O que depois se mostrou inútil, pois consegui as mesmas informações na própria ANVISA, lá eles possuem, também, uma lista de postos de saúde da cidade. É só você informar qual o bairro que você tem preferência e eles indicam o posto mais próximo. Só descobri isso num segundo telefonema, pois esqueci de perguntar o horário de funcionamento do posto no aeroporto e, ainda, o que precisava levar após ter obtido meu cartão de vacinação.

Para minha surpresa o posto funciona todos os dias (de 8h as 12h e 13h as 18h, mas é bom ligar para confirmar o horário de funcionamento do posto na sua cidade). E para obter o certificado de vacinação ou imunização Internacional, basta levar o cartão de vacinação, entregue no posto de saúde, e um documento de identificação oficial com foto (CNH ou RG) até o posto da ANVISA.

Vale ressaltar que o certificado de vacinação Internacional SÓ registra a imunização contra FEBRE AMARELA, pois a vacina contra sarampo é devido a um surto na Europa e a ANVISA orienta a vacina para não aumentar o risco dessa a doença aqui no Brasil, trazida na volta pelo viajante, portanto vacina contra sarampo não entra no certificado, é apenas para segurança e saúde do viajante. No nosso país o sarampo já se encontra erradicado há muitos anos.

Um lembrete muito importante é quanto ao tempo que a vacina precisa para surtir efeito. Geralmente são 15 dias. Portanto, não deixe para última hora!

Em resumo, após a escolha do local de destino da tão sonhada viagem, ligue para ANVISA de sua cidade e se informe se o local no qual você vai desembarcar é necessária a imunização contra alguma doença. E, caso se faça oportuno, busque orientações na Secretaria de Saúde de sua cidade, por fim, tome as vacinas com antecedência exigida.

Obs.: existe no site da ANVISA um local destinado para os viajantes, dê uma fuçada por lá! E boa viagem!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 15 Comentários

Hold your fire soldier, we are almost there

Quarenta e cinco dias. Esse é o tempo que nos separa da glória. E quando se aproxima do fim, quase que irremediavelmente, se pensa no começo. Quantos homens não deram suas vidas em busca deste sonho. Quantos não tentaram, guerrearam, lutaram até o fim… Demonstrando bravura e força descomunais, resistiram arduamente às torturas e investidas de suas esposas, mulheres, noivas, namoradas… Mas, no final, tombaram.

O que dizer a eles? Como honrar seus nomes em solo estrangeiro? Como forjar a vitória, se, mesmo antes de partir, muitos companheiros já perdemos?

Como fazer para homenagear, por exemplo, o soldado Fabiano, que viu seus comandantes se multiplicarem recentemente, com o nascimento da pequena Júlia. Sem dúvida, naquela casa, podemos dizer que impera os ditames da máxima “Tem muito cacique para pouco índio…”.

E do bravo Thiago? Como honrar o nome de um soldado que sequer desembainhou seu punhal para enfrentar o inimigo? Na verdade, reza a lenda que a única reação esboçada por este guerreiro fora uma bela carreira desenfreada em fuga de sua chefa militar, musicada pelos seus gritos de: “na cara não, na cara não”.

Fugaz foi também a tentativa do soldado JP Herculano, que, em mesa de bar, fez leve indagação à sua superior sobre a possibilidade de participar desta incursão. Nem uma rajada de metralhadora se igualaria ao fulminante olhar aplicado pela sua opressora. Foi, sem dúvidas, uma eliminação precoce e com requintes de crueldade.

Uma célebre frase que ilustra os momentos de guerra roga que devemos manter os amigos próximos, e os inimigos, mais próximo ainda. Acredito que se esta prosa fosse verdadeira, não teria havido tantas baixas nessa batalha.

Portanto, os nove guerreiros desta saga, devem apreciar o hoje e contemplar o amanhã, convencidos de que a presença neste pelotão implica provações e vitórias passadas. Imbuídos da missão de fazer jus à honra concedida pelos deuses da guerra… PREPAREM-SE: O dia D está chegando.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 6 Comentários

Behold the man … who becames a legend!

Quatro meses após os arranjos iniciais, a saga parece estar completamente desenhada. O High Command não mediu esforços para “convencer” o mais moroso dos guerreiros sobre a importância da missão. E assim, neste dia em que o sol nasce para todos, mas só brilha para poucos, apresento-lhes o investimento necessário para se tornar um verdadeiro guerreiro. O investimento necessário para transformar meninos em homens, separar o joio do trigo e conduzi-los à fama, fortuna e à glória.

Estabelecemos que o ideal seria levar 1.000,00 euros em espécie e 1.000,00 euros no VTM (Visa Travel Money, um cartão de débito muito aceito na zorops). Pesquisamos bastante, antes de estabelecer esses valores e vimos que os sites de mochileiros recomendam uma quantia entre 60 e 80 euros por dia para um mochilão decente. Como somos ogros, que nos alimentamos de orcs, comemos feito vikings e bebemos feito piratas nigerianos, tivemos que adotar um limite superior.

Passaremos 22 dias em solo europeu às custas de aproximadamente 2 mil euros, distribuídos em 3 moedas. Ficaremos 3 dias em Londres nos custeando à base de 200 libras esterlinas. Ficaremos também 3 dias em Praga sobrevivendo à base de aproximadamente 1.500 coroas tchecas. Refiro-me à moeda da República Tcheca, e não a um pelotão de mulheres de idade avançada praticantes da mais velha profissão já registrada.

No frigir dos ovos, estaremos contando com uma reserva diária superior a 90 euros por dia. Embora a diferença não seja grande em relação ao sugerido pelos mochileiros, esse valor será bastante confortável para nós, pois muitas despesas já foram pagas daqui mesmo, pelo cartão de crédito, como os vôos low cost, o Eurostar de Londres a Paris, o Euraill e parte da reserva dos albergues. Seguem alguns esclarecimentos sobre nossos gastos:

PASSAGEM AÉREA
A passagem Fortaleza – Europa, a R$ 2.387,96, (ida e volta) está a um preço elevado se considerarmos que existe passagem Fortaleza – Lisboa ida e volta a 1.800 reais no site da TAP, ou pelo mesmo preço, no site da Ibéria, para o trajeto Fortaleza – Madrid. Entretanto, esse roteiro exige a entrada e saída do continente europeu pela mesma cidade. Compramos a passagem entrando por Lisboa e saindo por Praga, o que nos permite avançar mais ao leste do continente, pois não teremos que voltar ao ponto inicial. Se fôssemos simular essa situação no site das Cias Aéreas citadas, a passagem total custaria mais de 3 mil reais. Por isso utilizamos uma agência de viagens para intermediar a compra, a STB.

EURAILL
Para quem não sabe, o Euraill é um passe que dá direito a viajar por uma quantidade X de países por um período Y de dias, sendo que X e Y são definidos por você, e são essas escolhas que definem o valor do passe. Os países devem fazer fronteira entre si, de modo que o país origem seja vizinho do país destino. Compramos o Euraill Select Pass 5 países em 5 dias, e iremos utilizar em: Espanha – França – Alemanha – Rep. Tcheca – Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo).

RESERVA DE ALBERGUE
Na reserva de albergue se paga somente 10% do valor da reserva ou o valor de uma diária. Por isso os custos estão bem baratos. O restante deve ser pago quando da chegada no albergue. Em Londres, para reservar o albergue não se paga nada. Porém, deve-se fornecer um número de cartão de crédito que será debitado, em caso de ausência não justificada.

Os valores apresentados na tabela estão em REAIS e foram convertidos a 1,00 euro = 2,40 reais.

Despesa

Custo

Emissão do Passaporte 156,07
Passagem Brasil – Europa 2.387,96 (em 5x)
Euraill 800,93
Low cost Ibiza – Londres 114,44
Trem bala Londres – Paris 107,14
Low cost Barcelona – Ibiza 175,80
Reserva do Albergue Ibiza 26,48
Reserva do Albergue Praga 12,53
Reserva do Albergue Barcelona 16,56
Reserva do Albergue Berlim 16,48
Reserva do Albergue Londres 0,00
Reserva do Albergue Lisboa 5,51
Reserva do Albergue Paris 15,71
Reserva do Albergue Madrid 7,99
Reserva do Albergue Amsterdã 29,03
VTM – 1.000 Euros a 2,39 2.390,00
Espécie – 1.000 Euros a 2,25 2.250,00
Seguro viagem internacional 173,20
TOTAL 8.685,83

DICA: Programe-se para comprar a moeda em lotes. A compra do euro só pode ser feita com dinheiro à vista. Então, se você deixar para comprar os 2 mil euros de uma única vez, irá gastar quase 5 mil reais numa lapada só. No nosso caso a melhor estratégia foi comprar 1000 euros quando encontramos uma boa cotação (2,25), comprar mais 500 euros agora em maio e deixar os últimos 500 para junho, sem comprometer assim o salário do mês de julho, que é o mês da viagem.

O restante do equipamento, mochila, máquina e afins são de caráter pessoal, por isso não entrou no nosso orçamento de guerra. Cada soldado possui sua habilidade e seu armamento próprio, o que não permite inserirmos gastos pessoais no orçamento final.

Lavem seus uniformes, façam suas barbas e lustrem os seus coturnos. A hora do confronto se aproxima!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 3 Comentários

Ranking 2011 Top 100 Clubs

Senhor@s, na minha estreia publicando no blog da eurotrip gostaria de compartilhar que essa semana recebi um e-mail da boate Green Valley, de Balneário Camboriú, noticiando a publicação do ranking de 2011 dos 100 melhores clubes do mundo, realizado pela revista DJ Mag.

A publicação completa se encontra no site www.top100clubs.com.

A Green Valley obteve a melhor colocação dentre as boates brasileiras (3º lugar), e estava convidando a todos para uma grande festa comemorativa, a ser realizada em suas instalações.

Analisando melhor o ranking, constatei que, dos 5 primeiros colocados, 3 se situam em Ibiza. Space (1º lugar), Amnesia (4º lugar) e a conhecida Pacha (5º lugar).

Agora é esperar para conferir se o ranking está mesmo condizente com a realidade. Heheh!

Saudações a todos que acompanham o blog.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , , , | 7 Comentários

Acampamentos de guerra

Sun Tzu, em seus escritos milenares já registrava que planejamento e antecipação eram premissas indispensáveis para a consecução da glória. Baseados nesses preceitos, concluímos ontem, 02 de maio, a reserva de todos albergues da Eurotrip 2011.

Vários itens são levados em consideração para a escolha do albergue, e estes variam de acordo com a necessidade pessoal do mochileiro. Quando se está liso, procura-se pelo melhor preço, quando se busca agito, procura-se por localização próxima a boemia, e quando se está em grupo, procura-se por albergues populares. Como nos enquadramos nestas três categorias, procuramos por albergues baratos, próximos a bares e com alta capacidade de ocupação.

Utilizamos três sites para fazer as reservas, mas, sem dúvida, o mais utilizado foi http://www.hostelworld.com/ onde foi possível ler os pontos positivos e negativos dos albergues, além de ver fotos e vídeos. A pontuação dos albergues engloba segurança, localização, diversão, limpeza e staff, além de depoimentos dos hóspedes. Atentamos para aqueles que possuíam melhores notas em localização.

Na nossa busca, desprezamos o quesito diversão, pois certamente passaremos pouquíssimo tempo no albergue. Desprezamos também o fator segurança já que somos boinas verdes temidos por todos. Ninguém ousaria nos desafiar, nem mesmo Chuck Norris. Se bem que … nah … ele não ousaria. A pontuação referente à higiene também foi descartada, pois, como disse o Coronel Trauttman em Rambo I: “Ele é um boina verde, sobrevive na selva sem o menor conforto e é capaz de comer coisas que fariam uma cabra vomitar”.

A localização e o nome de cada albergue será revelado futuramente, quando apresentarmos o roteiro de cada cidade. Não podemos nos antecipar na disponibilização dessa informação, pois o elemento surpresa é decisivo nas grandes batalhas.

Cidade Pernoites Valor da diária(Euros)
Madrid 1 16,67
Barcelona 2 22,67
Ibiza 4 22,99
Londres 3 29,50
Paris 2 30,48
Amsterdã 3 30,03
Berlim 3 21,40
Praga 3 18,13
Lisboa 1 20,66
MÉDIA 22 23,61

Agora, só falta efetuar o pagamento do seguro-saúde, que gira em torno de 160 reais, e realizar a compra do restante da moeda (libra e euro).

Temos que nos apressar para finalizar tudo antes que Icsmah Abidulilah, a divindade do deserto, seja convocada para substituir Bin Laden na “empresa” que ele trabalhava.

OBS: Se você é da ABIN e está lendo esse blog com suspeita de envolvimento com atos terroristas, gentileza aprimorar seus argumentos de busca, pois pense numa pesquisa véia sem futuro.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 11 Comentários

Táticas de Guerra

Para garantirmos o sucesso da viagem, após muitos estudos e considerando todas as possibilidades, resolvemos organizar os assentos em duas Táticas:

Corredor da Morte:
Nesta Tática o objetivo é termos espaço já que mesmo com poltronas pequenas poderemos invadir o corredor, sem necessariamente ficarmos longe um do outro e ainda teremos a possibilidade de termos contato com outros guerrilheiros que também estarão indo para o campo de batalha.

Dividir para conquistar:
O objetivo nesta Tática é conquistar os melhores espaços no Avião que são sem dúvidas a Janela e o corredor, assim teremos poder de barganha caso alguém queira trocar de lugar. Também não ficaremos distantes uns dos outros nem tão pouco perderemos contato com outros guerrilheiros que também estarão indo para o campo de Batalha.

Nossos assentos nos vôos de ida e volta para Europa ficaram divididos da seguinte maneira:

Legenda:

L - Lamec | R – Robson | J – João Paulo | C – Marcio Camelo
Y – Icety | M – Marcus | I – Icsmah Abidulilah | H – Helano

Fortaleza – Lisboa (Corredor da Morte)

g g   g g g C   H g
g g   g g g J   Y g
g g   g g g R   M g
g g   g g g L I g

Lisboa – Madrid (Dividir para conquistar)

C g H L g R
J g Y M g I
g g g g g g
g g g g g g

Praga – Frankfurt

Ainda não conseguimos marcar os assentos deste vôo.

Frankfurt – Lisboa (Dividir para conquistar)

g g g g g g
I g H J g M
Y g R L g C
g g g g g g

Lisboa – Fortaleza (Corredor da Morte)

g g g g g L R g
g g g g g J C g
g g g g g I M g
g g g g g Y H g
Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 8 Comentários

Viajando de maneira diferente

Não sou nem um pouco fã de Paulo Coelho, mas dia desses li um artigo dele publicado no jornal Diário do Nordeste, em que expõe sua opinião sobre viagens ao exterior. Confesso que concordei com a maioria dos pontos e acredito que coincidem com o espírito do nosso projeto da Eurotrip 2011, como por exemplo:

1) “Evite os museus. O conselho pode parecer absurdo, mas vamos refletir um pouco juntos: se você está numa cidade estrangeira, não é muito mais interessante ir a busca do presente que do passado?

2) Frequente os bares. Ali, ao contrário dos museus, a vida da cidade se manifesta. Bares não são discotecas, mas lugares aonde o povo vai, toma algo, pensa no tempo, e está sempre disposto a uma conversa.

3) Esteja disponível. O melhor guia de turismo é alguém que mora no lugar, conhece tudo, tem orgulho de sua cidade, mas não trabalha em uma agência. Saia pela rua, escolha a pessoa com quem deseja conversar, e peça informações. Se não der resultado, tente outra – garanto que no final do dia irá encontrar uma excelente companhia.

4) Não compare. Não compare nada – nem preços, nem limpeza, nem qualidade de vida, nem meio de transportes, nada! Você não está viajando para provar que vive melhor que os outros – sua procura na verdade, é saber como os outros vivem, o que podem ensinar, como se enfrentam com a realidade e com o extraordiário da vida.

5) Entenda que todo mundo lhe entende. Mesmo que não fale a língua, não tenha medo: já estive em muitos lugares onde não havia maneira de me comunicar através de palavras, e terminei sempre encontrando apoio, orientação, sugestões importantes. Algumas pessoas acham que, se viajarem sozinhas, vão sair na rua e se perder para sempre. Basta ter o cartão do hotel no bolso, e – numa situação extrema – tomar um táxi e mostrá-lo ao motorista.

6) Não compre muito. Gaste seu dinheiro com coisas que não vai precisar carregar: boas peças de teatro, restaurantes, passeios. Hoje em dia, com o mercado global e a Internet, você pode ter tudo sem precisar pagar excesso de peso.

7) Não tente ver o mundo em um mês. Mais vale ficar numa cidade quatro a cinco dias, que visitar cinco cidades em uma semana. Uma cidade é uma mulher caprichosa, precisa de tempo para ser seduzida e mostrar-se completamente.

8) Uma viagem é uma aventura. Henry Miller dizia que é muito mais importante descobrir uma igreja que ninguém ouviu falar, que ir a Roma e sentir-se obrigado a visitar a Capela Sistina, com duzentos mil turistas gritando nos seus ouvidos. Vá à Capela Sistina, mas deixe-se perder pelas ruas, andar pelos becos, sentir a liberdade de estar procurando algo que não sabe o que é, mas que – com toda certeza – irá encontrar e mudará a sua vida.”

Artigo completo no link:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=946446

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 5 Comentários

O Dia em que a Terra parou!

Em nome de Allah, o beneficente, o misericordioso”

Com força incomum e indomável o vento, delirante, corre sobre as dunas quentes do deserto. O sol, tremeluzente, vê-se ofuscado, lobos famintos levantam e uivam ao longe, um bando de camelos fica imóvel, estático, como que aguardando algo que não compreende. A terra, por um instante, parece tremer, arvores vergam. O rufar das asas de dezenas de aves trovoa o ar, enquanto fogem em debandada, ao mesmo tempo em que o sibilar das asas das mariposas entorpecem os ouvidos dos mercadores que, atônitos, vêm o céu tornar-se mais radiante com cores nunca antes vistas…

- Estariam as luzes e as trevas em algum embate do juízo final? Perguntam-se os beduínos.

- Será que outra pedra negra, como a que está protegida pela tenda de seda, no templo de Caaba, caiu do céu?  Xiitas e Sunitas se entreolharão.

– Estaria sobre a terra o arcanjo Yibrail, para desvendar novas suras, da mesma forma que fizera séculos atrás, ao pronunciar o Corão ao profeta Maomé? Estalarão as línguas em Meca.

- Será que Ibrahim, Musa, Isa e Maomé estão jogando porrinha de novo? – praguejaria um alcoolizado Lamec.

Contudo, o que não sabem é que neste dia, um dia inelutável, que abriu fendas no céu e fez até a fera mais terrível se refugiar na mais profunda das cavernas, foi aquele em que Icsmah, passou a segurar, em suas calejadas mãos de guerreiro, o livro universal, com suas claras páginas delirantes a serem preenchidas com carimbos de chancelas daquelas nações que cairão aos seus pé, e lhe glorificarão!!!

Icsmah, maior divindade dos desertos, aquele que possui idéias, sentimentos, emoções, o verdadeiro oásis que ajuda a atravessar os trechos desérticos da vida, está com o PASSAPORTE!!!!!!!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 3 Comentários

Sombras da Noite

Festa. Nada mais justo do que começar esse post com a palavra que traduziu a 4º reunião da Eurotrip 2011 ocorrida ontem, 15/03 terça-feira, no nosso já estabelecido quartel-general: residência do Tenente-Coronel Helano Camelo. Sabiamente o High Command nos instruiu a iniciar este relato de guerra reportando o sentimento daquele encontro. Se tivesse pedido para iniciarmos o texto com uma palavra que traduzisse o sentimento de hoje, certamente a escolhida seria RESSACA.

Ontem a tropa se agrupou para discutir táticas de guerrilha avançada em solo europeu, e, precipuamente, para o recebimento dos bilhetes de passagem. À base de muito derramamento de sangue (churrasco) e procedimentos de imersão aquática (água que passarinho não bebe) tratamos também da definição do roteiro completo de conquista do território inimigo, que ficou definido conforme a ilustrado na tabela marcada com respingos de sangue dos nossos oponentes. Clique na imagem para ampliá-la.

As terras mais privilegiadas usufruirão da honraria de nos ter em seus solos por 4 dias e 3 noites. Como se pode perceber na nossa tabela de guerra, combateremos por mais tempo nas campanas de Ibiza, Londres, Paris, Amsterdã, Berlim e Praga, porque o High Command quis assim. Estes pontos são o foco da resistência inimiga e, por isso, o cerco exige a nossa presença por mais tempo, empregando a contumácia de não fazer prisioneiros, render-se jamais e nunca abandonar um companheiro ferido em combate.

Ficou estabelecido que compraremos o Euraill Pass que dá direito a viajar por 5 dias entre 5 países que fazem fronteira (país origem deve ter fronteira com país destino, e não os 5 países fazendo fronteira entre si). Esse Euraill deve nos custar algo em torno de 900 reais. Conseguimos também o preço do valor a ser pago pelo Seguro-Saúde de cada mochileiro, que será a singela quantia de R$ 160,00, com direito a todas as coberturas exigidas pela imigração européia. Alteramos o trecho Ibiza-Paris-Londres para Ibiza-Londres-Paris. Essa tática nos permitiu evitar um trecho de avião, evitando assim ser abatido pelo fogo anti-aéreo do inimigo.

ATENÇÃO TROPA: Cada especialista é responsável por fazer a reserva no albergue da sua cidade para os 8 combatentes. O Co-especialista deve fiscalizar esse serviço. Como já temos as datas definidas podem começar a trabalhar. Para efetivação da reserva deve-se pagar 10% do valor total da reserva. O Especialista deve pagar esse valor sozinho e, posteriormente, efetuar o rateio corretamente entre os 8 combatentes. Observem que no nosso roteiro, o nome da cidade em uma determinada data implica que iremos pernoitar nela, então utilizem essa informação na hora da reserva (quantidade de noites).

Essa é uma recomendação expressa do High Command e a não observância ao seu chamado acarretará em fuzilamento em praça pública, de modo que a família do fuzilado arcará com o custo da munição empregada.

A coragem alimenta as guerras, mas é o medo que as faz nascer.
Avante!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 14 Comentários

MAKTUB

Salamaleikun!!

Depois de muitas luas e muitos sóis, depois de muitas tempestades, e por fim, depois da venda de meus camelos, finalmente já conseguimos sentir a terra prometida se materializar sob nossos pés!!!!!
Senão, vede:

A maioria dos guerreiros já guarda em seus alforjes, a moeda necessária a trocas comerciais, possuem o livro de reconhecimento entre as nações (também chamado de passaporte), e já possuem as passagens para singrar os ares sobre o Atlântico.  E eu, como um pequeno grão de mostarda neste mundo presenteado por Allah, regozijo me com os meus aguerridos companheiros que vão, um a um, adquirindo os vale-travel, assim como eu um dia obtive da única odalisca do meu harém!!!

Assim somos nós, singelos como o rio que apenas corre, em seu leito, e que fatalmente irá desaguar ao fim do seu curso. Porém, acaso o rio, ao misturar-se ao mar, não continua a existir nas águas que lhe trouxe?

Aos nobres guerreiros, profiro:

Na Natureza, existe a Eternidade, e esta também existe em vós; contudo, deveis transformar-vos para que continue a evolução, que aquilo que procuramos nessa viagem: transcendentar!

Guerreiros abandonem as vossas angústias. E não vos entregueis às vossas dores; porque é curto o tempo de cada estada, e é à felicidade que o deveis consagrar.
Lembrai-vos, sempre, que o tempo não vos pertence. A vós apenas cabe marcar a hora da partida e da chegada, e, se disto tiverdes percepção, sabereis gozar cada raio de sol em solo europeu.

Quando longe estivermos, lembrar-nos-emos de cada beijo, cada minuto de carinho, de nossas amadas, pois essa será a bagagem mais preciosa que nos cabe. Lembrai-vos desta verdade, para desfrutardes plenamente do amor.

Em verdade, eu vos digo que recebeis as ferramentas para que possais construir a casa da vossa felicidade, e vós não havereis de utilizá-las para escavar o poço dos vossos sofrimentos.

Ao tocar o vosso coração e lembraste que parte dele ficou em solo distante, cantai, ao percorrer o vosso leito, pois assim, as vossas águas haverão de carregar a tristeza para longe do vosso coração.

E conclamo às nossas amadas, oferecei um beijo ao sol, a cada dia da vossa ausência. Pois é o calor que armazenardes que protegerá seu Habibe, durante a friagem da noite.

Ao chegar o dia de regresso, as águas turbulentas que são esses guerreiros, tornar-se-ão mais claras e límpidas que o próprio azul do mar.

Nesta nossa longa caminhada, rogo a Allah que possamos viver, apenas. E ser feliz.

PS: Tio Osama vai ficar tão orgulhoso tão de mim!!!!!

Chukran, maa salama.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 2 Comentários

Atenção… SENTIDO!

Guerreiros, a conquista européia já possui estratégia e lideranças definidas. Com o intuito de evitar ficarmos mais perdidos que filhos de puta em festa de dia dos pais, criamos a figura do ESPECIALISTA de cidade. Cada um dos mochileiros será responsável por conhecer a fundo pelo menos um de nossos destinos. Com essa criação, e alinhado à boa prática militar que adota o regime de delegação e fiscalização, nasce também a figura do Co-ESPECIALISTA, que tem a missão de apoiar o primeiro na tomada de decisões, e responder juntamente com ele no caso de emergências eventuais. Resumindo: O Co-Especialista apanha junto com o Especialista, caso esse cague o pau! Conheçam agora, aqueles que obtiveram condecoração suficiente para conduzir, em determinado momento, essa horda de bravos soldados:

Cidades Especialista Co-especialista
Madrid Ismar Icety
Barcelona Marcus Lamec
Ibiza Lamec Marcio
Paris George JP
Londres Robson Ismar
Amsterdã (Bruxelas) Icety Helano
Berlim Marcio Marcus
Praga Helano Robson
Lisboa JP Helano

É de responsabilidade da dupla possuir ATÉ A DATA DA VIAGEM, as seguintes informações:

1.       Transporte para chegar e para sair. (Ex.: Para chegar o melhor trem é tal, melhor horário é tal, melhor estação é tal…)

2.       Transporte interno. (Detalhando o itinerário. Ex: no aeroporto pegar o ônibus X que custa Y e nos leva até o Albergue em Z minutos)

3.       Moeda local (Praga e Londres possuem moedas diferentes, analisar cotações e aceitação do nosso euro)

4.       Alimentação (Locais baratos para comer, comidas típicas que devemos conhecer e quais evitar)

5.       Hostels (Avaliar preço, localização, se dispõe de bar e festas, etc…)

6.       Pontos turísticos durante o dia. (Ex.: Fábrica da Heinekein em Amsterdã…)

7.       Descobrir as melhores Baladas. (Boates, pubs, shows…)

8.       Roupas (Ex.: Alguns locais exigem agasalhos durante a noite, algumas boates exigem blusa de botão e sapatos…)

9.       Dias (Ex.: Analisar se é necessário incluir final de semana, se é necessário aumentar ou reduzir a quantidade de dias…)

10.   Custos (Ex.: Fazer uma planilha com o quadro de custos da cidade…)

11.   Costumes específicos (Alguns países possuem costumes específicos e o desconhecimento deles podem nos causar problemas, como nos EUA em que é proibido beber na rua exibindo o rotulo da bebida)

Para facilitar a organização das informações supra, sugere-se elaborar diário de guerra, como segue:

Ibiza utiliza o euro como moeda e é uma cidade quente durante o dia, portanto deem preferência para roupas de praia. Durante a noite a temperatura esfria, então levem gorro, luvas, cachecol, cueca de lã e etc… (Esclarecer os iten 3, 8, 9, 10 e 11). Nosso roteiro será:

1.       Chegada em Ibiza às X horas, vindo de Barcelona

2.       Pegar o ônibus A que custa 1 euro e vai direto pro nosso albergue. O percurso leva em torno de 20 minutos.

3.       Chegar no albergue e ir para nosso quarto o número 03652452. Depois tomar café da manhã que é servido até as 10h00.

4.       Pegar um táxi que custa em média 5 euros e vai direto para a praia de LAS FÉRIAS.

5.       Encher a cara na praia até as 16h. Depois procurar um lugar para rangar, no bairro B onde dizem que tem comida boa e barato. Ir de táxi que custa em média Y euros.

6.       Voltar para o albergue para se arrumar para curtir a noite. Usar o metrô para voltar pro albergue.

7.       À balada dessa noite será no pub Z e começa às X horas. Usar roupas leves. Pegar o ônibus C que custa 1 euro e chega lá em 10 mins.

Essas informações são primordiais para o sucesso da missão, e aqueles que não atentarem para elas estarão sujeitos à pena capital.

“Do not ask what your team, can do for you! Ask yourself, what you can do, for your team”

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 9 Comentários

When diplomacy fails, war becomes necessary.

Joaquim Osório Duque Estrada não nos deu opções ao compor o hino pátrio: “Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta”. Em resposta aos escritos deste poeta do início do século, oito filhos deste solo de mãe gentil foram convocados para compor a elite squad do que pode ser considerada a mais audaciosa missão de desbravamento no velho continente. Sofríveis dias no CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva), incansáveis saltos noturnos, infindáveis lições de progressão em grupo e intermináveis aulas de “O conceito de estratégia…” nos prepararam para este momento.

Comparecemos a STB na quarta-feira passada, dia 23 de fevereiro. A invasão no recinto de 7 guerrilheiros armados até os dentes, trajando uniforme de guerrilha foi prontamente percebida pelos presentes, que reagiram demonstrando respeito (escondendo carteiras relógios e celulares).

O soldado JP Sobreira entrou em profundo debate logístico com a simpática atendente daquele estabelecimento, analisando rotas alternativas e vias secundárias que o permitissem regressar antes da tropa. Após rituais de espancamento, humilhação coletiva e terrorismo psicológico, o mesmo cedeu aos nossos apelos e fechou a compra juntamente com todo o bando.

No dia 19 de julho partirá do hangar de Fortaleza, um caça da força aérea brasileira (TAP vôo TP166) às 19h50, carregando oito destemidos guerrilheiros para uma terra sem lei, onde os fracos não têm vez e onde o filho chora e a mãe não vê. R$ 2.287,96 foi o valor que pagamos pelas passagens na STB, valor este que pode ser parcelado em até 5x sem juros no cartão. Agora é oficial. Todos, sem exceções, compraram os tickets e o grupo está fechado. Já procuramos diversas vezes um bar que sirva leite de leoa desmamada, para celebrarmos esse feito, mas como não encontramos estamos utilizando cerveja para substituí-lo. Mas esta medida deve ser paliativa.

O vôo que parte de Fortaleza no horário supracitado, atinge Lisboa após 7 horas de viagem, mais precisamente às 07h00 (7h de viagem mais 5h de fuso horário) do dia 20 de julho. E 2 horas após a chegada, como que sem deixar saudades, parte para Madrid chegando àquele destino às 11h15 do mesmo dia. Depois disso só restará o caos.

O nosso retorno ficou agendado para o dia 10 de agosto às 10h05, diretamente da cidade de Praga. Chegaremos em Frankfurt às 11h15 e voaremos para Lisboa às 13h30 chegando na capital portuguesa 2 horas depois da partida. Pernoitaremos em Lisboa, provavelmente em alguma gruta ou capela orando pelos soldados que não retornaram para seus lares. Sabemos que essas missões desrespeitam o “no man left behind”, mas a guerra requer sacrifícios. No dia 11 de agosto partimos de Lisboa às 15h05 e chegamos em Fortaleza às 18h20 (todas as horas destacadas acima refletem o horário local).

Ao chegar, cumprimentaremos velhos combatentes trajando fardamento envelhecido, políticos oportunistas e coronéis que passam o dia lustrando assentos com a bunda velha em Washington. Palavras não serão capazes de descrever o horror que vimos. Mas o nosso silêncio transmitirá essa sensação.

Atenttion all units, its time to WAR!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 5 Comentários

Proposta de incremento de tropa

Senhoras e senhores,

O mundo inteiro se prepara para aquele que promete ser o evento do século. Homens, mulheres, crianças e idosos contemplam atônitos o desenrolar dos fatos dessa emocionante jornada rumo ao hemisfério norte. Curiosos se aproximam na esperança de poder ver de perto. Em seus rostos, pode-se perceber o semblante enigmático, com uma leve excitação alimentada pelo medo do desconhecido. Ostentando a bandeira pátria em mãos, todos, sem exceções, sentem-se sufocados pela ansiedade da partida, e intersectam uma mesma vontade de gritar: “Que viadagem é essa, véi?”.

Ontem, quando o horóscopo chinês marcava o dia 22 de fevereiro de 2011 no calendário cristão, aconteceu a terceira e mais emocionante reunião da Eurotrip 2011. Nem o mais audacioso vidente poderia prever o capítulo que ontem a história presenciou. Nem o mais célebre roteirista das mais sensacionais tramas televisivas como Carrossel, Anos Dourados ou Maria do Bairro poderia imaginar. Uma reunião marcada pela presença maciça de todos mochileiros (com exceção do nobre JP Sobreira), muita, mas muita cerveja mesmo, e ainda, com o emocionante lançamento da pré-candidatura de dois mochileiros: Os Srs. Márcio Camelo e Marcus José.

Como toda candidatura, a cúpula de inteligência militar teve que fazer um raio-x das informações disponíveis dos candidatos, que culminou nas seguintes observações, dois pontos na outra linha travessão.

O Sr Márcio Camelo, embora seja irmão do tenente-coronel Helano Camelo, ainda é um soldado inexperiente no que tange à matéria etílica. Embora advenha do 23º PSP – Pelotão dos Solteiros Putões, tropa esta que já o condecorou por bravura e ação heróica, o mesmo possui passado negro, que preocupa o high command. O fato consternador aloja-se na lotação anterior deste soldado-raso. O mesmo já fez parte do 16º RHMPM – Regimento dos Homens Mandados Pelas Mulheres, ocupando posição de destaque naquela unidade. Fontes oficiais nos informaram que o mesmo sequer respirava sem a permissão da sua então comandante, não se enquadrando, portanto, no perfil jeremia-cabra-homi de todos os mochileiros desta odisséia (pelo amor de Deus, que nossas mulheres não leiam isso!). Estaremos de olho neste soldado.

O aspira Marcus José, conhecido pelas suas incansáveis e obstinadas corridas nos campos de futebol do nosso querido BNB, já foi o inimigo de outrora. Travestindo o uniforme de times adversários e utilizando força e bravura descomunais, já atuou diversas vezes contra o nosso sagrado Nas Bucha Futebol Clube. E o nosso lema é o mesmo das prostitutas de motéis baratos do centro: Aqui se faz, aqui se paga soldado. Também estaremos de olho em você.

Cortando a ladainha: Amanhã compraremos as passagens!
É hora de separar os homens dos meninos. CAVEIRA! HU HU HU!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 5 Comentários

Atualização do blog e prosseguimento da viagem

Seguimos nossa jornada rumo à terra prometida (afinal, todos prometeram ir). Passaporte providenciado, férias agendadas, mulheres informadas e parte da moeda comprada. Próximo passo: Comprar a passagem aérea! Estamos cotando os valores com algumas empresas de turismo, e nos próprios sites da Ibéria e da TAP, mas não estamos encontrando valores que satisfaçam a equação.

Todas as passagens estão em torno de 2 mil reais, valor este semelhante ao que encontramos nas pesquisas iniciais. Estamos na esperança de encontrar melhores ofertas. Ainda assim, tudo leva a crer que até a próxima semana já estaremos com os bilhetes em mãos. Ainda resta a famigerada dúvida: Entrar pela Espanha ou Portugal?

Tudo indica que iremos por Portugal, pois embora a diferença de valor seja de aproximadamente 400 reais, o risco de deportação é expressivamente menor. Como somos 6, a chance de alguém ser deportado e estragar o clima da viagem é muito maior. Então, devemos entrar pela terra dos nossos colonizadores mesmo.

Novidade no BLOG: Acessem os links acima, clicando nos nomes dos envolvidos nessa tragédia anunciada, para saber quem realmente vai para a viagem, conhecer aqueles que não sobreviveram para contar a história, e ainda, aqueles que já sabíamos que não iriam para a trip, mas fizemos questão de sacaneá-los, hehe. No link dos que estão confirmados, pode-se encontrar uma foto original do elemento mais um breve profile para conhecer a personalidade de cada um. Obviamente que eu sou o mais bonito de todos, de acordo com mamãe, mas isso vocês não precisam comentar.

Estamos agendando uma terceira reunião para a próxima semana, que será objeto de um futuro post.

Avante esquadrão!

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , | 5 Comentários

Eurotrip 2011: Status da Missão

Hi soldiers,

This is the high command talking to his troops.

Só para efeito de registro, gostaria de retificar a data da primeira reunião, que ocorreu no dia 12, e não no dia 13, como diz o post anterior.

Seguindo o nosso step-by-step para a expedição Eurotrip 2011, o alto comando estabeleceu 3 objetivos iniciais, a saber:

1. Eliminar o inimigo (Liberação da patroa)

2. Estabelecimento da data início do confronto (Marcação de férias)

3. Carta Convocação para guerra (Emissão de passaporte)

Como este regimento vem se comprometendo piamente na executiva desta missão merece, de cara, um F.O. positivo (terminologia militar bastante utilizada: fato observado positivo, negativo…)

Obviamente que o primeiro objetivo é também o mais complexo de todos, pois sabemos do ofensivo poderio militar do nosso inimigo, que utiliza todos os artefatos bélicos disponíveis para transpor a nossa linha de defesa e nos eliminar sumariamente, sem piedade e com requintes de crueldade. Neste quesito, todos os boinas verdes estão se empenhando ao máximo, de modo que dos 6 titulares, metade já conseguiu a liberação. Os outros 3 ainda estão utilizando das mais sofisticadas estratégias de inteligência militar, como sabotagem, contra-inteligência, e, até mesmo, fingir-se de morto. O provável sétimo integrante da tropa, Capitão Fábio (aquele mesmo do “Tropa de Elite”), que deve permanecer junto ao batalhão por menos tempo, já que passará somente 10 dias em campo, também já conseguiu eliminar o inimigo, e está apenas analisando sua logística de guerra. Continuem empenhados soldados!

Quanto à segunda tarefa, todos do destacamento de infantaria móvel, já providenciaram a marcação das férias junto aos respectivos superiores. A sugestão final é a de que esse registro deve constar no sistema de pessoal, para assegurar o embarque de toda a tropa. Acompanhem isso junto aos seus gerentes! Avante guerreiros!

Com relação à emissão do passaporte, Eu e Helano, já agendamos entrevista na PF, para emissão do documento, que deve ocorrer ainda em fevereiro. Icety aguarda um documento da Justiça, para agendar sua entrevista. Calma senhores! Não estou falando de documento de imigração para deportarem nosso amigo japonês. Refiro-me à Justiça Eleitoral, hehe. No mais tardar, até sexta feira sua entrevista estará agendada. O nosso representante árabe Icsmah Abdulilah, que havia perdido o Certificado de Dispensa de Incorporação, encontrou ontem o documento e também deve estar agendando sua entrevista até o final dessa semana. Os nobríssimos JP Sobreira, Fábio e Robsão já possuem o documento. (só lembrando: o passaporte deve ter, pelo menos, 6 meses de validade na data do embarque).

Não podemos deixar de destacar que o pelotão passa por momento de tensão, com a situação do cabo-raso Elder. O mesmo foi detido pelas tropas inimigas, e, após sobreviver a tratamento de tortura e diversos dias em cativeiro, apresentou-se ao batalhão pedindo dispensa do serviço. Ainda não podemos classificá-lo como K.I.A. (sigla do serviço secreto americano para soldados que morreram em combate, “Killed in Action”), mas devemos nos preparar, pois parece que o pior, nesse caso, é inevitável. Força guerreiro!

Por fim, atendam à CONVOCAÇÃO para a 2ª reunião da Eurotrip 2011, conforme dados abaixo:

- Data: 25/01/2011 (amanhã)

- Horário: 21h30

- Local: Cativeiro do nosso colega Helano

- Missão:  Tratar da finalização das cidades que visitaremos, alterando a quantidade de dias para cada cidade, conforme conselhos de diversos amigos.

Ordem expressa do High Command: Soldado Helano, prepare o terreno para a recepção da Tropa (leia-se: bote a cerva pra gelar!)

Lembrem-se “missão dada é missão cumprida (MDMC!)”!

See you! 

Câmbio, desligo.

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 10 Comentários

Enfim o Projeto Eurotrip 2011 se inicia.

Fala galera,

Há alguns meses, fruto obviamente de uma conversa de mesa de bar, surgiu a idéia de fazermos um mochilão pelo Velho Continente. A idéia, inicialmente frágil, foi ganhando solidez, e, com o tempo, o que era apenas um assunto que irritava nostras mujeres virou um projeto, com nome, data e orçamento.

Nasceu assim a Eurotrip 2011. Nosso objetivo era organizar um grupo de amigos para conhecer as principais cidades européias e, sem dúvida, desbravar bares por esse mundão de meu Deus, ou melhor, como dizem por lá, desbravar os pubs (não confundir com púbis). Cartas na mesa, era hora de convocar os soldados da infantaria pesada para o cumprimento da missão.

E para tanto, os mais credenciados e preparados infantes (não confundir com infantis) de mesa de bar foram convocados: Lamec, Helano, Ismar, João Paulo, Robson e Icety. Posteriormente, o colega Elder, se juntou ao grupo, por atender com maestria aos pré-requisitos solicitados.

Como seres humildes que somos, sabíamos que a experiência dos colegas que por lá já estiveram, em muito poderia nos acrescentar. Consultamos assim, nosso ilustre companheiro de mesa de bar, Lucas, para elucidar alguns pontos referentes aos gastos, às cidades que visitaríamos, e os perigos e virtudes deste continente histórico. Nasceu aí também, a nossa primeira missão: Conseguir agendar as férias de TODOS para o período da viagem.

Na quinta-feira passada, mais especificamente no dia 13 de janeiro, conseguimos realizar a nossa primeira reunião, que, diga-se de passagem, foi sucesso total. Contando com a presença dos mochileiros Lamec, Helano, Ismar e Robson, e, como não poderia ser diferente de outras ocasiões em que nos encontramos, a reunião foi regada à base de muita cerveja, e, acreditem, objetividade e organização (é, eu sei que é difícil acreditar).

A meta da reunião era pesquisar preços de passagens aéreas e definir a quantidade de cidades que visitaríamos, além de estabelecer quantos dias ficaríamos em cada uma delas. Com a presença especial do nosso amigo Dr. José Mario, que já passou uma temporada morando por aquelas bandas de lá, conseguimos consolidar informações importantíssimas para a definição de nosso itinerário.

Não podemos deixar de destacar também, a presteza e qualidade das informações passadas pela nossa ilustre colega de BNB, Nagyla, que recentemente fez uma viagem semelhante, agitando o circuito europeu. Vale salientar também a sua paciência em passar informações no viva-voz, para 4 bêbados curiosos. :)

Pesquisamos preços de passagens, saindo de Fortaleza e chegando em Lisboa, ou, alternativamente, em Madrid. O preço das passagens, pela TAP ficou exatamente o mesmo para os dois destinos, aproximadamente R$ 2.100,00. Ficou decidido que partiremos na terça-feira 19 de julho e retornaremos na segunda-feira 08 de agosto. A simples mudança de 2 dias da compra das passagens, nos rendeu uma economia de R$ 600,00.

Após filosófico debate sobre as cidades que deveremos conhecer, chegamos à relação abaixo. Obviamente, a relação é passível de alterações:

RELAÇÃO DE CIDADES:

  1. Madrid
  2. Barcelona
  3. Ibiza
  4. Nice/Monaco
  5. Paris
  6. Praga
  7. Berlim
  8. Zurique
  9. Amsterdã
  10. Londres
  11. Madrid (retornando)

Continua no próximo episódio

By Lamec Sampaio

Gostou? Divulgue:
  • Facebook
  • Orkut
  • Twitter
Publicado em Uncategorized | Tags , , | 13 Comentários